Um texto absolutamente brilhante
Do blog do Birner
Admirável gado novo.
Este post não trata da música de Zé Ramalho.
A sociedade vende padrões.
Em regra, padrão e inteligência não caminham juntos.
O futebol, com suas verdades absolutas, não escapa do problema.
Por exemplo:
Luxemburgo sempre acerta. Quando sua equipe vence, tem o dedo dele. No momento que perde, a culpa é de qualquer outro.
Qual foi o último grande erro de Luxa divulgado pela mídia?
Você não tem a resposta, pois ela inexiste e acredite, inclusive nas vitórias, ele falhou.
Normal. Todos se enganam.
Felipão jogou quatro partidas da Copa do Mundo com Juninho Paulista entre os titulares, além de ter levado Denílson, hoje, aos 29 anos, sem mercado em clubes de ponta.
Telê Santana preferiu a contratação de Pedro Luís, zagueiro que havia marcado gols no campeonato paulista pela Ponte Preta, ao invés de Gamarra. Ambos custavam seiscentos mil dólares (havia o passe).
Parreira ganhou o Mundial de 1994, mas eu acredito que com um misto do São Paulo bicampeão do mundo em 92 e 93 e o Palmeiras bicampeão nacional de 93 e 94, mais Romário e algum outro, a seleção teria conquistado a Copa com mais tranquilidade.
E se tivesse perdido a decisão nos penaltis contra a cansada Itália com Baggio e Baresi no sacrifício?
Mas o se, como reza o padrão do futebolês, nunca entra em campo. Algumas vezes, não sempre, no se está a sabedoria. Depende das circunstâncias.
É fácil compreender porque a ignorância se perpetua.
Tem muita gente que dá as cartas e tem pouco a dizer.
Viva ao comum!
O fato, em si, é bobagem.
O que acontece dentro de campo não faz a menos diferença.
Carpegiani é Professor Pardal, Luxa é gênio, Muricy nunca falha, quem ataca mais joga melhor, tudo para tal time é mais sofrido, ao longo do campeonato os erros dos árbitros acontecem em quantidade similar para todos, em nenhum momento a torcida adversária canta mais que a do Boca, o Brasil tem sempre os melhores jogadores do mundo, etc…
Ainda bem que em meio ao mar de “sabedoria” há pessoas que preferem acreditar mais nos olhos que nos ouvidos.
Ver e raciocinar dá trabalho.
Comprar “falsas verdades absolutas” é fácil quando a maioria também faz isso.
Deixar a maré levar o barco é confortável, entretanto não há garantia de encontrar o melhor destino.
