Seleção dos Empresários na final.

Brasil 2×2 Uruguai (pênaltis 5×4)


A Seleção dos Empresários com a participação especial do Barão de Munchausen que “orientou” Dunga, o amigo de Paulo Tonietto, a não convocar alguns atletas, sofre muito, mas está na final da Copa América.


A coragem do atleta Dunga na Copa de 1994 é uma pálida lembrança quando observamos sua subserviência ao nefasto comando da CBF, a evidente influencia de empresários em sua convocação, um deles amigo a ponto de realizarem programas familiares nas horas vagas, e a sua escalação medrosa, onde os melhores jogadores ficam no banco e cedem lugar a atletas “dungados” que vivem de marcar sem absolutamente nenhum talento para criar.


Alguns jogadores são esforçados e absolutamente não tem a menor culpa de estarem ali.


Jogam o que podem e como podem, mas são meros instrumentos de um sistema corrompido que vai aos poucos acabando com o futebol brasileiro.


Nunca o torcedor foi tão indiferente com uma Seleção.


Os poucos que demonstram terem condições de pertencer ao grupo são escravizados por um esquema tático que oprime o que eles possuem de melhor que é a criatividade e o talento individual.


Um triste quadro que tende a piorar se o Brasil conseguir vencer a Copa America.


Vamos ao jogo.


A Seleção dos Empresários começou marcando no campo adversário exercendo uma certa pressão nos primeiros 5 minutos.


Aos poucos a Celeste Olímpica foi se soltando, mas o Brasil ainda mantinha o comando das ações.


E esse domínio se transformou em gol aos 12 minutos, em grande jogada de Julio Batista que passa para Mineiro dentro da área, o volante conclui para defesa do goleiro e no rebote Maicon fuzila, rasteiro, para abrir o placar, 1×0 Brasil.


Aos 15 minutos a energia do estádio cai e só retorna apos 13 minutos.


No reinicio da partida o Uruguai volta mais ligado na partida e começa a pressionar a equipe brasileira que se retrai.


Aos 41 e 43 minutos, Doni pratica suas duas melhores defesas no torneio em chutes de Forlan e Recoba.


O castigo pelo esquema depressivo de Dunga vem aos 48 minutos.


Recoba bate escanteio e Doni volta a ser Doni, em uma saída infeliz o goleiro rebate a bola nos pés de Forlan que bate inapelável para empatar a partida.


Quando o Uruguai pressionava e parecia próximo do segundo gol, aos 53 minutos, Maicon bate falta com um chuveirinho na área uruguaia, a defesa falha e Julio Batista completa para desempatar a partida, Brasil 2×1.


Que sufoco.


E começa a segunda etapa.


E o Uruguai é todo ataque.


Mas a Celeste Olímpica é muito mais vontade do que técnica o que facilita as coisas para a defesa brasileira.


E o Brasil, com um meio campo brucutu, não consegue se aproveitar para armar um misero contra-ataque decente.


Uma lastima.


E o castigo veio aos 24 minutos, jogada pela esquerda, Forlan desvia de cabeça e a bola sobra para Abreu empatar, 2×2.


Mas Dunga não estava feliz.


E demonstra que mesmo nos momentos difíceis não se furta a agradar os “amigos”.


Inexplicavelmente o treinador coloca Afonso, pasmem, em lugar de Vagner Love e o jogador de seu amigo Paulo, Fernando, em lugar de Josué.


E Diego, que entrara substituindo Julio Batista, consegue fazer, em poucos minutos, com que a Seleção tenha um mínimo de criatividade, mas foi pouco.


Afonso é esforçado, e só.


Fernando, uma piada contada entre amigos, e de muito mau gosto.


Termina a partida e chegam os pênaltis.


O Brasil vence, por 5×4, mas quis o destino que os mimos de Dunga para seus “amigos” cobrassem e errassem suas penalidades da mesma maneira, como se estivessem sendo apontados pelo destino, como um aviso de um castigo que tem tudo para chegar na próxima partida.


Seja o que Deus quiser contra a Argentina.


Vamos precisar muito dele.

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