Nepotismo no Pan do Rio

Quantas CPIs serão necessárias para apurar tanto descalabro, corrupção e abuso de poder que cercam a organização do Pan do Rio ?


Hoje, no jornal Folha de São Paulo, mais uma pouca vergonha vem à tona.


A filha de Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB e do CO-RIO, trabalha na empresa escolhida pela organização dos Jogos, sem concorrência, para ser a operadora exclusiva da venda de produtos licenciados do evento esportivo.


Larissa Nuzman é contratada do departamento de marketing da empresa que terá 52 pontos de venda, 49 deles nas instalações dos Jogos, inclusive na Vila Pan-americana.


A filha de Nuzman entrou na Dufry em setembro de 2006, quando ainda era estudante universitária e “estranhamente” a empresa foi escolhida e aprovada pelo Co-Rio três meses depois. Quatro meses mais tarde, em abril deste ano, ela foi contratada como assistente de marketing.


Nuzman, em mais uma de suas declarações de extrema cara de pau disse que não observa nenhum conflito ético no caso, disse ainda que sua filha foi contratada por ter demonstrado competência para o cargo.


A família de Nuzman é realmente prodigiosa.


Não é a primeira vez que familiares de Nuzman têm vínculo de trabalho com empresas que lucram com o esporte olímpico. Em 2004, a Folha revelou que o uniforme usado pelo Brasil em desfiles de abertura de Olimpíadas e Pans desde 1999 era desenhado por uma cunhada do cartola, Mônica Conceição. Ela era contratada da Olympikus, a quem foi indicada pelo próprio Nuzman.


Não da para negar o nepotismo.


A cada dia que passa mais abusos e absurdos vão acontecendo e sendo descobertos.


Nuzman não tem limites em realizar atitudes que o beneficiem e aos que estão próximos.


Não é possível que fiquem impunes.


Como seria lindo se o Pan da Globo realmente existisse.


Mas é pura fantasia.

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