A covardia está no DNA do bolsonarismo

A fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, após a determinação judicial de entrega de seus passaportes, expõe um comportamento recorrente da família.
O discurso de coragem, patriotismo e enfrentamento não resiste ao primeiro contato com um oficial de Justiça.
Na segunda-feira, Flávio afirmou que jamais pensou em deixar o Brasil e prometeu entregar os documentos à Polícia Federal.
No dia seguinte, fugiu.
O episódio remete à trajetória do pai, Jair Bolsonaro, que, em fevereiro de 2024, depois de ter o passaporte apreendido pela Polícia Federal, passou duas noites na Embaixada da Hungria, em Brasília, sob a proteção diplomática de um governo aliado.
Mais tarde, a Polícia Federal encontrou em seu celular uma minuta de 33 páginas solicitando asilo político ao presidente argentino Javier Milei.
A covardia está no DNA não apenas da família, mas de todo o bolsonarismo, que abriga, entre ignorantes, misóginos, racistas, homofóbicos e outros tipos de preconceituosos.

