Nota Oficial do Ocupa Palestra sobre a aquisição da SAF do Vasco da Gama

Em defesa da Sociedade Esportiva Palmeiras
Nós, conselheiros, conselheiras e integrantes do grupo Ocupa Palestra, acompanhamos com atenção e preocupação as recentes movimentações envolvendo a aquisição da SAF do Vasco da Gama por empresas ligadas ao Sr. José Roberto Lamacchia, marido da atual presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras e conselheiro do clube.
Sempre alertamos para a necessidade de eliminação dos conflitos de interesse que envolvem a gestão e os negócios privados de seus dirigentes.
Levamos esses questionamentos oficialmente aos órgãos do clube em diversas oportunidades, cobrando esclarecimentos que, muitas vezes, nos foram negados, inclusive com a complacência daqueles que deveriam exercer a fiscalização.
É indispensável separar os negócios privados dos dirigentes dos cargos ocupados temporariamente na administração do Palmeiras, preservando a imagem institucional da nossa associação.
As empresas da mandatária não podem, sob qualquer hipótese, financiar ou favorecer nossos rivais diretos em campo.
Diante desse cenário e em estrito respeito às diretrizes do nosso Estatuto Social, solicitamos:
1) Desligamento voluntário do Conselho Deliberativo
Caso a aquisição da SAF do Vasco da Gama se concretize, sugerimos que parta do próprio conselheiro José Roberto Lamacchia o pedido de desligamento de suas funções no Conselho Deliberativo (CD).
O artigo 33, inciso XIII, do Estatuto prevê como infração proceder contra os interesses do clube. Nesse contexto, entendemos ser incompatível a condição de avalista ou financiador de uma equipe rival com o exercício de mandato no Conselho Deliberativo.
2) Interrupção de benefícios diretos ou indiretos
Ressaltamos a necessidade de cessar qualquer tipo de benefício, facilidade ou cessão de insumos oriundos do ecossistema empresarial da presidente a equipes adversárias.
A disponibilização de estrutura privada — como, por exemplo, o eventual uso de sua aeronave por um clube rival — configuraria benefício direto a um adversário esportivo e suscitaria questionamentos evidentes sobre conflito de interesses.
3) Proteção institucional
Solicitamos que os órgãos de fiscalização do clube, em especial o Conselho Deliberativo (CD) e o Conselho de Orientação e Fiscalização (COF), no exercício de suas atribuições, estabeleçam barreiras adicionais para a proteção dos dados operacionais e do know-how da nossa instituição, cujo patamar de excelência foi alcançado pelo trabalho contínuo de diferentes dirigentes ao longo de mais de uma década.
Acima da nossa atuação política no Conselho, somos torcedores da Sociedade Esportiva Palmeiras.
Aqui nascemos e aqui morreremos, atuando com firmeza para defender, unicamente, os interesses do clube que amamos.
Ocupa Palestra

