Vasco, Lamacchia e o jogo de fingimentos

Finalizado um leilão nitidamente direcionado aos interesses da família Lamacchia, o Vasco da Gama foi adquirido pela irrisória quantia de zero real.

Explico.

Serão cinco parcelas anuais de R$ 100 milhões, além de outros aportes inexpressivos.

Dinheiro de pinga para os grandes clubes do futebol brasileiro, levando-se em consideração não apenas a arrecadação dos maiores, mas também os valores pelos quais jogadores são negociados no mercado.

As duas primeiras parcelas já estão, na prática, “pagas”, com grande desconto, porque o Vasco deve dinheiro à família — dívida, evidentemente, cobrada com juros.

E o restante?

Será quitado com a própria movimentação financeira da agremiação.

É um jogo de fingimentos.

Os cartolas vascaínos fingem que se trata de um bom negócio — resta saber por quais motivações.

Os Lamacchia fingem que não estão juntos com Leila Pereira na empreitada.

A CBF finge que fiscaliza o conflito de interesses.

E assim seguem as simulações.

O único trouxa é o torcedor.

Os do Vasco, porque passam a sonhar com promessas de grandeza incompatíveis com o dinheiro efetivamente prometido.

E os dos clubes adversários, que podem ser escandalosamente prejudicados na lealdade esportiva.

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