Conselho do São Paulo é ainda pior do que a diretoria

Olten Ayres de Abreu Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, destituiu dois integrantes da Comissão de Ética justamente enquanto tramitam processos contra ele.
Um dos afastados, José Edgard Galvão, era relator de uma representação envolvendo Olten e pretendia recomendar a pena máxima: a expulsão do quadro associativo.
Fábio Cesar de Souza Azambuja teria informado internamente que também votaria pela condenação.
O processo mais delicado está relacionado ao caso da chamada “secretária fantasma”.
A funcionária recebia cerca de R$ 7 mil mensais, trabalhava remotamente e não comparecia ao Morumbi nem ao CT da Barra Funda.
Os registros de frequência eram preenchidos manualmente, com horários idênticos em dias diferentes, e as folhas de ponto eram enviadas ao RH a partir do domínio abreujr.com.br, ligado ao escritório de advocacia do qual Olten é sócio principal.
Depois de destituídos, os dois membros da Comissão de Ética apresentaram nova representação, pedindo o afastamento cautelar e urgente de Olten da presidência do Conselho.
O São Paulo está sendo corroído pela podridão administrativa.
Ao que parece, com poucas chances de melhora, ainda que se troque o grupo gestor.
Isso porque o sistema dos “cardeais” seguirá se impondo sobre a vontade da maioria dos associados e torcedores, preservando interesses que servem apenas às benesses da cartolagem.

