Neymar segue prejudicando o ambiente do Santos

Desde o momento da partida contra o Palmeiras até horas após, em rede social, Neymar tem criticado abertamente as condições do gramado da Vila Belmiro.

É seu direito, embora seria razoável que fizesse as reclamações internamente.

Se a descompactação realizada na véspera da partida prejudicou o campo e aumentou o risco de lesões, o problema precisa ser investigado e os responsáveis, identificados.

Nada disso, porém, autoriza um jogador a expor publicamente um funcionário do Santos e classificar seu trabalho como uma “merda”.

É desproporcional.

Trata-se da humilhação pública de um profissional que, ao contrário dele, não possui milhões de seguidores nem estrutura de comunicação para se defender.

A postagem desrespeita também o Santos Futebol Clube.

Mais constrangedora é a postura de Marcelo Teixeira.

Até o momento, o presidente não demonstrou coragem para enquadrar o camisa 10, exigir retratação e aplicar a punição prevista nas normas internas e no contrato.

É difícil imaginar que outro jogador pudesse atacar publicamente um funcionário, utilizar palavrão e expor o clube dessa maneira sem ser advertido ou multado.

Com Neymar, porém, Marcelo Teixeira parece aceitar o papel de subordinado.

Ao permitir que sua principal estrela aja, explicitamente, como dona do Santos, a presidência enfraquece a instituição, desautoriza seus profissionais e estabelece um precedente perigoso.

Não à toa, Gabigol, outro milionário do elenco, em vez de jogar futebol, tem declarado aos quatro ventos — também sem qualquer reação do clube — que gostaria de retornar às equipes que cometeram a besteira de abrigá-lo no passado.

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