Gestão Stabile conseguiu estragar o que o Corinthians tinha de melhor

Deteriorado financeiramente e em sua imagem ao longo de gestões para lá de corruptas, o Corinthians mantinha intactas duas reputações: a de possuir o melhor gramado da América do Sul, na Arena de Itaquera, e a de ser referência na gestão do futebol feminino brasileiro.

Osmar Stabile conseguiu destruir o que parecia intocável.

Criticado pelos próprios jogadores e pelo treinador, o piso de jogo do Timão passou a ser tratado, em tom de deboche, como “Neo Química Areia”.

Uma lástima.

Soma-se a isso a covardia de, no momento de prestar explicações sobre a evidente ineficiência, o presidente e o CEO extraoficial, o intrépido Okabe, esconderem-se atrás de um funcionário que sequer sabia o que dizer em entrevistas ainda mais lamentáveis.

No futebol feminino também impera a destruição.

O que era um oásis em meio ao caos administrativo, fruto do competente trabalho de Cris Gambaré e do treinador Arthur Elias, foi entregue à filha de um conselheiro — em troca de votos.

Ela contratou uma treinadora que, antes de chegar ao Timão, acumulava pouco mais de 1% de aproveitamento nas três últimas equipes que dirigiu e que tem no currículo a tentativa de aposentar a Rainha Marta da Seleção Brasileira.

A equipe sequer tem um local digno para mandar seus jogos.

Prometida como a casa do futebol feminino, a Fazendinha possui um gramado ainda pior do que o de Itaquera, com o agravante de ter as arquibancadas interditadas por risco de desabamento.

O fim do Corinthians, salvo uma intervenção judicial ou a implantação de uma SAF séria, parece aproximar-se a cada dia.

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