A dura tarefa de nacionalizar o Atlético/MG

O Atlético/MG, por conta dos áureos tempos em que os Estaduais era preferidos pelos torcedores, nunca se preocupou em nacionalizar a marca, restrita, realmente, ao Estado de Minas Gerais.

Raros são os atleticanos fora desta região.

Hoje em dia, os Estaduais não possuem a menor importância.

Neste ambiente globalizado do futebol, o Galo ficou para trás.

Para tentar viabilizar-se, comercialmente, fora de Minas, o clube contratou a consultoria de Nizan Guanaes.

Não será um trabalho fácil.

De cara, o publicitário explicitou o óbvio: a necessidade de enfatizar a marca ‘Atlético’, deixando de lado o ‘Mineiro’.

No atual contexto, é quase impossível.

Para funcionar haveria a necessidade de grande ruptura institucional, incluindo a mudança do símbolo e, também, do nome do clube.

Retirar o ‘mineiro’ do CNPJ é fundamental, assim como o ‘CAM’ do logotipo.

Sem estas alterações, por razões óbvias, será impossível seguir adiante.

De nada importará ser gigante, em arrecadação, apenas numa região do Brasil, fator limitador que impedirá, se assim mantido, qualquer possibilidade de disputar consumidores com Palmeiras, Corinthians e Flamengo, por exemplo.

Impasse que gera impacto nas finanças e, consequentemente, nos objetivos esportivos.

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