Pesquisa revela descaso da CBF e da mídia com o futebol feminino no Brasil

Pesquisa encomendada pela Coca-Cola e realizada pela Appinio, plataforma global de pesquisa de mercado, revelou um dado constrangedor: apenas 55% dos brasileiros sabem que o Brasil sediará a Copa do Mundo Feminina de 2027.
É fácil encontrar os culpados por essa falta de informação.
A CBF, que deveria liderar uma campanha permanente de valorização da modalidade, limita-se a ações pontuais, sem planejamento e sem qualquer capacidade de mobilização nacional.
O futebol feminino é utilizado pela Casa Bandida apenas como peça de marketing institucional.
Na prática, inexiste investimento relevante para desenvolver a modalidade.
A imprensa esportiva também tem sua parcela de culpa.
Salvo raríssimas exceções, o futebol feminino só ganha espaço durante grandes competições ou quando surge alguma polêmica.
No restante do tempo, permanece praticamente invisível nos noticiários, nos programas esportivos e nos debates que movimentam o dia a dia do futebol brasileiro.
O resultado desse descaso é evidente: às vésperas do maior evento da história da modalidade no país, quase metade da população sequer sabe que o Brasil será a sede do Mundial.

