André ‘do Bilhão’ faz uma fezinha na contravenção do Corinthians

Personagem folclórico da política alvinegra, o espertalhão André “do Bilhão”, que, em passado recente, tentou vender ao Corinthians títulos podres do Banco Santa Catarina — os mesmos investigados em esquema de lavagem de dinheiro do PCC — e que, nas últimas eleições, prometeu a quantia que acabou se tornando seu apelido, encontrou-se com dois nomes famosos do clube.
Jaça e Paulinho do Ouro, ambos ligados à contravenção.
Segundo fontes, Bilhão prometeu-lhes, em caso de vitória nas eleições, o controle do futebol profissional e também das categorias de base.
Ou seja, tudo permaneceria como sempre foi.
Antes de espalhar suas fantasiosas versões da história, Bilhão trabalhou na base do Corinthians, o que, por óbvio, o tornava subordinado ao notório bicheiro.
Não por acaso, participava de negociações de jogadores.
Relembre (com áudio e transcrição)
PRIMEIRA POSTAGEM
Áudio 1
“É foda essas coisas, velho… é foda”
“É o que eu falei… o pai dele me chamou hoje – como você já tinha me falado, se ele tinha me chamado -, me chamou hoje… ele me mandou esse áudio aí… porque eu falei para ele: ‘cara, tenta resolver as coisas da maneira correta, entendeu?”
“Eu falei: “você sabe que ele investiu um dinheiro no seu filho… e depois ele teve um problema lá com relação… de indisciplina… e, pô! Ninguém quer perder dinheiro, entendeu? Então, tem que olhar os dois lados da situação”
“As coisas não são assim, entendeu?”
“Agora, ai sim, não se o que você vai querer fazer com ele, ou não… se você vai desistir… não sei, cara”
“Depois, pensa direito, vê o que você acha melhor em relação a isso… mas se você realmente se você ver algum… tentar recuperar essa grana de alguma maneira, né? Não sei…”
“Beleza?”
“Mas a gente vai se falando aí… qualquer coisa que precisar aí também conte comigo, tá bom?”
“Eu tenho bastante amizade lá no Guarulhos também, tá? Se precisar de alguma coisa… só que lá não aloja, tá? Enfim… pode ser uma saída… não sei… acho que nem inscrição vai ter mais, né? Para o Campeonato, mas, enfim”
“Se você conversar e achar que tem alguma saída, algum jeito… a gente tenta fazer alguma coisa aí, tá?”
“Precisar de alguma coisa, conta comigo aí”
“Abraço, valeu meu irmão”
Áudio 2
“É isso aí… é foda”
“É o risco do negócio, né?”
“Mas tá bom, meu irmão… tá bom… fica tranquilo aí”
“O nosso é isso aí”
“Não adianta… quando a família não tem estrutura, não adianta… dificilmente o jogador vinga, né?”
“Mas é foda”
“Mas tá bom, meu irmão… um abraço, viu? Tamo junto aí… valeu!”
SEGUNDA POSTAGEM
Áudio 1
“Quando eu falei lá que a família queria resolver logo, não sei o que… eu percebi, pela cara do Alysson lá, que, por ele, o negócio está fechado, entendeu?”
“Só que na hora ele não quis desconcordar com o cara também”
Áudio 2
“(aos risos) fala pra ele… fala, meu irmão… se quer entrar no Corinthians e só quer pagar salarinho mensal? Não é assim que funciona, né meu?
Áudio 3
“Tudo bem? Boa noite aí… tranquilo?”
“É mais pra saber se teve o almoço lá com o Alysson lá… se andou alguma coisa… ou se teve o almoço.. se foi melhor… tá bom?”
“Se você puder, depois me dá um toque… que o pai do jogador também está em cima, sempre perguntando… me chamou agora há pouco perguntando de novo…”
“Aí eu estou… falei que eu não fui, enfim, né”
“Estou enrolando ele um pouquinho aqui pra gente ganhar tempo”
Áudio 4
“Irmão, quando você chegar no escritório, me dá uma ligada aí, cara, se puder… que aí a gente tenta chegar num acordo com o pai do menino, entendeu?”
“Não vamos perder o negócio, cara… vamos ver se dá certo… tá bom?”
“Porque se eu ir com alguma coisa já formulada… falar: “cara, a situação é essa… seu filho não está jogando… porém, cara, o que o Alysson pode fazer hoje, é isso e ponto”… acabou, entendeu?”
“Porque aí o cara vai ficar mais na certeza e aí está seguro com a gente”
Áudio 5
“Oi meu irmão… como é que você está? Bom dia! Tudo bem? Tranquilo?”
“Me fala uma coisa… sem te encher o saco aí… mas, você chegou… conseguiu conversar com o Alysson ontem? Não? Me dá um toque aqui que eu estou cozinhando o pai”
Áudio 6
“Irmão… como é que você está, tudo bem? Tranquilo?”
“Cara, preciso falar com você sobre a situação do Keverton, entendeu?”
“Me chama quando você puder?”
“Abraço”
Áudio 7
“Fala irmão, beleza? Tranquilo?”
“Bom cara… mandei um áudio para o pai, aqui… vamos ver se ele vai esperar até segunda-feira, tá?”
“Joguei nele para ele esperar até segunda uma definição… e vamos ver no que dá”
Áudio 8
“Se não vale a pena a gente colocar isso na mão de alguém, entendeu?”
“Amarrar de um lado, e amarrar no clube, né?”
“E aí a gente fica respaldado de todas as maneiras”

