Presidente do Corinthians alega ‘azar’ na investigação que flagrou vice-presidente

Não há dúvida, e as investigações comprovam isso, de que a auditoria sobre os uniformes do Corinthians, que resultou na desgraça do vice-presidente Armando Mendonça, foi determinada por ordem expressa do presidente Osmar Stabile.

A opção por não contratar uma empresa especializada no setor, preferindo designar um diretor de confiança para realizar o trabalho, sugere uma possível tentativa de confirmar aquilo que já se sabia.

Ao que tudo indica, para uso político interno do presidente.

Não houve, ao menos por parte de quem determinou a auditoria, a intenção clara de encaminhar às autoridades o resultado das apurações.

Somente ocorreu através do trabalho da imprensa.

Os objetivos distintos ficam evidentes nos depoimentos prestados ao Ministério Público de São Paulo, disponibilizados com exclusividade pelo Blog do Paulinho.

Enquanto o diretor responsável pela investigação colaborava com a Promotoria, Stabile fazia de tudo para dificultar seu trabalho.

Por quê, se foi ele quem autorizou a auditoria?

A seus aliados, Stabile, que não prima pela sinceridade, tem afirmado que, de fato, pretendia encontrar provas contra pessoas ligadas a Fabinho Soldado, ex-executivo de futebol, e também contra funcionários vinculados ao ex-presidente Augusto Melo, todos frequentemente citados em denúncias de desvios de uniformes.

A participação de Armando Mendonça, da forma como foi constatada, teria sido, segundo essa versão, uma surpresa.

Nem todos acreditam.

Seja qual for a verdade, ela também é desabonadora para o presidente que, embora não tenha se tornado réu pelos fatos descritos, é apontado no relatório e nos depoimentos como cúmplice dos atos expostos — alguns dos quais praticava, em determinados casos, da mesma maneira que o vice-presidente.

Facebook Comments

Posts Similares

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.