O que esperar do início ‘real’ da Copa do Mundo?

Após uma fase de grupos inchada — consequência da ganância comercial da FIFA —, que, diante da fragilidade de diversas seleções, entregou exatamente o que se esperava: muitos gols, alguns bons jogos em meio a vários difíceis de assistir, a Copa do Mundo “de verdade” começa hoje, reunindo as 32 melhores equipes da competição.

A expectativa é de partidas mais equilibradas e de um futebol de nível técnico superior.

E de mais desfiles de Lionel Messi, que, com seus recordes, é o que de mais relevante ocorreu até o momento neste Mundial.

Vamos aos palpites.

A África do Sul surge como favorita diante de um Canadá que não contará mais com o fator casa, perdido ao terminar a fase inicial na segunda colocação do grupo.

O Brasil entra como favorito contra o Japão, embora os japoneses tenham, de fato, evoluído nos últimos anos.

O Paraguai terá uma missão complicada diante da Alemanha.

Só vencerá se viver um daqueles dias em que apenas o futebol é capaz de explicar.

Mas não é impossível.

Os alemães já chegaram a outras Copas ostentando favoritismo maior.

Entre Holanda e Marrocos, é praticamente impossível apontar um vencedor.

Tudo indica que será um dos melhores confrontos desta segunda fase.

Haaland poderá ser o fator decisivo da melhor seleção norueguesa de todos os tempos diante de uma Costa do Marfim que tem qualidade suficiente para surpreender.

A França deverá atropelar a Suécia.

Os Estados Unidos dificilmente serão eliminados pela Bósnia.

Além de possuírem uma equipe superior, contarão com o forte apoio de sua torcida.

A Austrália é inferior ao Egito, mas, apesar do favoritismo africano, a diferença técnica entre as equipes já foi maior.

Portugal, embora menos qualificada do que acredita ser, deve superar uma Croácia desgastada pelo tempo.

É pouco provável que a Espanha não goleie a Áustria.

Senegal é o africano com mais chances nesta fase porque tem jogado melhor do que a Bélgica, a quem enfrentará em igualdade de condições.

O México não terá moleza contra o Equador e pode ser surpreendido, embora seja favorito.

A Inglaterra vencerá o Congo.

Suíça e Argélia será equilibrado, com pequeno favoritismo para os europeus.

A Colômbia, um dos melhores times da Copa, passará como um trator por Gana.

Por fim, somente um milagre, sustentado por um sistema defensivo que já demonstrou eficiência, poderá fazer Cabo Verde eliminar a Argentina, liderada por um gênio da bola que parece não se cansar de produzir magia.

Entre análises e palpites, resta esperar para descobrir o que se confirmará quando a bola parar de rolar.

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