Corinthians, Fatal Fans e as Bets

O Corinthians, na ausência de interessados relevantes, fechou patrocínio com a Fatal Fans, associada ao conteúdo adulto, embora tenha sido erroneamente confundida com outra marca da mesma empresa, a Fatal Model.

A empresa que firmou contrato com o Timão é uma plataforma de conteúdo na qual qualquer pessoa pode publicar vídeos, disponibilizados mediante assinatura, com o valor definido pelo próprio criador, que repassa 15% da arrecadação à plataforma.

Não é obrigatório que o material seja pornográfico, embora a maior parte, de fato, o seja.

O site concorre diretamente com a OnlyFans, que opera de maneira semelhante.

Não se trata, portanto, de intermediação de garotas de programa, como foi erroneamente informado por alguns setores da mídia e também por pessoas ligadas ao próprio Corinthians.

Esse, sim, é o serviço oferecido pela Fatal Model, com a qual a Fatal Fans vem sendo confundida.

Feitos os devidos esclarecimentos, é preciso dizer que, seja a Fatal Fans, ou mesmo se fosse a Fatal Model, ambas são mais aceitáveis do que qualquer propaganda de bets estampada — como ocorre atualmente — na camisa do clube.

Somente a hipocrisia pode demonizar os negócios da Fatal enquanto, ao mesmo tempo, fecham-se os olhos para a divulgação, por meio do mais popular clube do país, de marcas que estimulam a ludopatia.

Sem contar que a empresa de conteúdo atua legalmente no Brasil, enquanto a de bets, além de investigada por suposta associação ao crime organizado, é controlada por dinheiro que, ao que tudo indica, tem origem ilícita e provém de paraíso fiscal.

Não deixa de ser um avanço.

Vale lembrar que a gestão Stabile entregou a gestão da Arena de Itaquera a uma gestora de fundos associada ao PCC.

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