Em fraude, Corinthians e REAG/PCC publicam novo Informe do Arena Fundo

Na última quinta-feira (18), às 13h18, a REAG, acusada de lavar dinheiro para o PCC e já liquidada pelo Banco Central — ou seja, sem existência operacional efetiva — protocolou na CVM mais um Informe Mensal do Arena Fundo FII, gestor do estádio do Corinthians.
O documento é de março, referente às contas de fevereiro.
Trata-se de uma fraude, em todos os sentidos.
Inclui a divulgação de números há mais de quatro anos sem auditoria, sem balanço formal, com o desaparecimento de R$ 100 milhões cobrados ao longo de uma década — sem qualquer explicação —, além da inexistência de Informe Trimestral, entre outras irregularidades.
O responsável pela ilegalidade — se não, crime — é o Corinthians, proprietário do Fundo, que permitiu a uma administradora penalizada atuar clandestinamente na operação, em conduta que pode gerar graves implicações ao clube.
A contabilidade apresentou os seguintes dados:
O Fundo, que antes cobrava mais de R$ 100 milhões do Corinthians, informa agora que a pendência é de apenas R$ 616.233,83 — R$ 46.442,28 a mais o que no mês anterior.
Não há qualquer explicação para o novo ajuste contábil.
O informe aponta ainda outras pendências: R$ 644.963,44 classificados como “outros valores a pagar”, além de R$ 312.712,80 devidos à REAG, referentes à taxa mensal de administração do Arena — valor correspondente a três parcelas.
No caixa do Fundo permanecem R$ 25.827.612,81.
Sabe-se agora, a partir da revelação do novo acordo entre o clube e a CAIXA, que se trata de quantia retida obrigatoriamente como garantia do empréstimo: R$ 21.007.550,41 aplicados em renda fixa.
R$ 4.820.062,40 estão disponíveis em conta corrente.
Clique no link a seguir para acessar a íntegra do Informe Mensal do Arena Fundo FII, protocolado em março de 2026, referente às contas de fevereiro de 2026:
Informe Mensal – Arena Fundo – março 2026

