Clube da Democracia, Corinthians tem um presidente julgado por apoio à ditadura

Em 2022, Osmar Stabile, atual presidente do Corinthians, tornou-se réu em Ação Civil Pública por ter financiado um vídeo em apoio ao golpe militar de 1964, regime que torturou e matou milhares de brasileiros.

No último dia 15, a 2ª Vara Federal extinguiu o processo sem julgamento de mérito.

A Justiça apenas concluiu que já existia outra ação coletiva, mais antiga, tratando exatamente dos mesmos fatos.

É justamente esse processo principal que pode complicar a situação do presidente do Corinthians.

A Ação Civil Pública nº 1007756-96.2019.4.01.3400 foi julgada improcedente em primeira instância, mas a decisão está sendo analisada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Caso a sentença seja reformada, a responsabilização pelos fatos poderá ser reconhecida, reabrindo toda a discussão sobre a participação de Stabile na produção do vídeo, mediante o ajuizamento de nova ação.

O Ministério Público Federal requereu a condenação de Osmar Stabile ao pagamento de R$ 1.050.000,00 a título de danos morais coletivos, acrescidos de correção monetária e juros legais.

Independentemente do desfecho judicial, é profundamente constrangedor para o Corinthians ter como presidente alguém associado a uma ação dessa natureza.

O clube, que durante décadas construiu uma imagem ligada à defesa da democracia — e é reconhecido mundialmente por isso — não merece passar por esse tipo de constrangimento.

Enquanto o recurso não for definitivamente julgado, esse episódio continuará representando um passivo político, jurídico e de imagem para Osmar Stabile e, por consequência, para o próprio Corinthians.


Abaixo, a desfaçatez do Presidente do Corinthians em forma de peça publicitária:

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