Coluna do Fiori

“Voltar atrás é corrigir erros, retificar mal-entendidos e ser justo com a própria consciência”
Aforismo de: Glauber Lima
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14ª Rodada da Série A do Brasileirão 2026 – Sábado 02/05
Botafogo-RJ 1 x 2 Remo
Árbitro: Rodrigo Jose Pereira de Lima (FIFA-PE)
VAR
Rodolpho Toski Marques (FIFA-PR)
Item Técnico
Desempenho normal do árbitro e assistentes
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 02 para defensores do Fogão – 02 para defensores do Leão da Amazônia
Palmeiras 1 x 1 Santos
Árbitro: Raphael Claus (FIFA-SP)
VAR
Diego Pombo Lopez (FIFA-BA)
Item Técnico
Através imagem da TV, no segundo minuto da prorrogação da segunda etapa, quando do chute desferido pelo palmeirense Sosa, camisa 19, em direção a meta contraria, observei que havia um dos seus parceiros na direção da redonda, que por ele passou, findando no fundo da rede.
Rapidamente
VAR comunicou ao árbitro que ocorreu infração, por conseguinte
Raphael Claus
Se achegou a frente do monitor, vendo revendo o lance, concluiu corretamente, que, no trajeto, a redonda bateu na mão direita do palmeirense Jhon Arias, camisa 11.
Concluo
Pouco antes da decisão, fixei o olhar no replay do lance, confirmando a bola na mão do alviverde camisa 11.
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 01 para defensor Alviverde – 01 para defensor Alvinegro Praiano
Domingo 03/05 – São Paulo 2 x 2 Bahia
Árbitro: Davi De Oliveira Lacerda (ES)
VAR
Rodrigo D Alonso Ferreira FIFA-SC)
Item Técnico
Desempenho aceitável do árbitro e assistentes
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 04 para integrantes do Tricolor Paulista – 03 para Tricolores da Boa Terra
Vermelho Direto: para Thyago Abelardo Mangabeira de Oliveira Souza, massagista da equipe paulista por ter instigado começo de confusão
Mirassol 2 x 1 Corinthians
Árbitro: Matheus Delgado Candançan (FIFA-PRO/SP)
VAR
Henrique de Gois (SP)
Item Técnico
1º – No 14º minuto da etapa inicial, Matheus Delgado Candançan, foi precipitado e errou por ter tirado e apresentado o cartão vermelho para Edson Carioca, camisa 95 da equipe mandante, no momento que cometeu falta no oponente Matheus Pereira, camisa 23, praticando o conhecido carrinho por trás, atingindo sem brutalidade com o pé esquerdo, o pé esquerdo corintiano.
Imediatamente
VAR sugeriu que Candançan revisse o lance no monitor
Ali Postado
Vendo e revendo o acontecido, consciencioso, voltou pro campo, retirando o vermelho, apresentando o cartão amarelo.
2º – Por volta do vigésimo minuto, dentro da área alvinegra, defensor Matheus Bidu, camisa 21, levemente, com a mão esquerda, tocou próximo da axila esquerda do oponente Carlos Eduardo, camisa 96 (na súmula consta nº 90) que, no movimento natural do corpo, espertamente, se lançou ao solo, interpretado pelo árbitro infração penal.
Penalidade
Batida por Carlos Eduardo, findada no fundo da rede, abrindo o placar 1×0
3º – Aos trinta e seis minutos da fase inicial, a assistente 01: Fabrini Bevilaqua Costa (FIFA-SP) acertou, apontando a posição de impedimento do corintiano Yuri Alberto, camisa 09, no instante que recebeu e cruzou a redonda para o consorte Bidon, camisa 07, mandar pro fundo da rede
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 05 para defensores do Leão da Alta Araraquarense – 02 para defensores do Timão
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Coluna em Vídeo
Por conta de problemas na agenda do Paulinho – que edita o programa – a versão em vídeo da Coluna não será publicada esta semana, retornando o mais brevemente possível.
Desde já pedimos desculpas
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Politica
O herdeiro Zema e a geração de mutilados dos canaviais

Com o propósito de tornar Flávio Bolsonaro um candidato mais palatável e moderado, o ex-governador mineiro Zema desceu ao inferno dantesco da extrema direita com a defesa do trabalho infantil, uma praga que o Brasil tenta abolir, em definitivo, desde a Constituição de 1988.
A mazela é persistente: entre 2023 e 2025, o governo Lula teve que retirar 6,3 mil crianças exploradas por empresas e agricultores em todo o país. Eram meninos e meninas sem infância e sem escola. Diante de qualquer descuido ou desabrigo social, esse crime volta a ocorrer.
A defesa de Zema veio embalada com a nostalgia de herdeiros que passaram pelo balcão de empresas familiares e agora exaltam o valor moral desse tipo de “trabalho”. A apresentadora Leda Nagle, com o seu álbum sépia de recordações românticas, reforçou a ideia do pré-candidato do partido Novo.
“Aqui no Brasil parece que a esquerda criou essa noção de que trabalhar prejudica a criança. Lá fora, nos Estados Unidos, criança sai entregando jornal. Aqui, proibido, você está escravizando crianças. Então, é lamentável”, disse.
Em pouco tempo, a corrente fofa do reacionarismo nacional estava na ativa, com fotos de rosadas crianças em balcões de armazéns de secos & molhados, boticas, fábricas e outras firmas hereditárias.
O bloco do Zema não faz ideia ou finge não saber o que seja de fato o trabalho infantil que a Constituição Cidadã (ainda) deseja abolir definitivamente.
Essa turma de bacanas nunca ouviu falar, por exemplo, da geração de mutilados dos canaviais do Nordeste, como registrei em reportagens para a Folha de S. Paulo, nos anos 1990.
Uma pesquisa do Centro Josué de Castro (Recife), em convênio com a fundação inglesa Save The Children, revelou que a criançada da palha da cana-de-açúcar estava condenada a uma expectativa de vida em torno dos 46 anos, 17 anos abaixo da média brasileira da época.
Somente em Pernambuco, onde a pesquisa foi concentrada, cerca de 54 mil crianças — entre 7 e 13 anos de idade — já estavam armadas de foice, trabalhando 44 horas por semana. Mais da metade deles (57%) eram vítimas de acidentes graves, provocando cortes no corpo.
“É o retrato do Brasil mais arcaico, onde predominam a mutilação física e da cidadania ao mesmo tempo”, dizia a socióloga Teresa Wanderley Corrêa de Araújo, coordenadora do estudo.
É esse Brasil de infâncias perdidas em canaviais e carvoarias que a turma do Zema quer de volta. O tipo de discurso que serve para amaciar a imagem extremista de Flávio Bolsonaro, mas não desperta um pingo de saudade em quem viveu ou testemunhou os horrores dos meninos e meninas decepados no corpo e na ideia de ser “gente” um dia.
Xico Sá: Escritor e jornalista – Publicado no ICL Notícias do dia 06/05/2026
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“Chega da desavergonhada submissão à corrupção praticada por presidentes, governadores, prefeitos, senadores, deputados federais, estaduais, vereadores, membros do judiciário, Ministério Público, funcionários públicos de todas as escalas, inclusive militares, e nos bastidores do futebol brasileiro.”
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Finalizando
“Proteger uma criança da exploração é proteger a esperança de um mundo melhor”
Frase de: Domínio público
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Acorda Brasil
SP: 09/05/2026
