Por que o Corinthians não denunciou o Presidente dos Gaviões da Fiel?

Ontem, às portas do CT da Ayrton Senna, jogadores do Corinthians foram ameaçados, constrangidos e quase agredidos — o que provavelmente ocorreria caso reagissem — por integrantes da facção Gaviões da Fiel.
As imagens que circularam pelas redes sociais são claras e indicam o protagonismo de Alexandre Domênico, presidente da entidade.
O que mais falta para detê-lo?
Trata-se de um sujeito de comportamento perigoso, justamente pela aparente covardia: porque, notoriamente, ameaça ou ataca em bando — e assim se protege.
Há alguns meses, ousou contra o Blog do Paulinho, que o denunciou à polícia — o caso foi arquivado pela delegacia que costuma negociar com as ‘organizadas’.
Recentemente, ameaçou um influencer — tivemos acesso ao material.
De quem é a culpa por tamanha ousadia?
São vários os responsáveis: desde o MP-SP, que mantém uma espécie de destacamento de “boas relações” com essa gente, responsável por retirar agressores contumazes de julgamentos mediante assinaturas de TACs que, há anos, servem como papel higiênico para todas as facções — porque nunca foram cumpridos —, passando pela Polícia Civil, com delegados que abafam casos relevantes, até, principalmente, a cartolagem, que utiliza a cúpula das ‘organizadas’ como generais de uma guarda pretoriana de imbecilizados.
Os jogadores, com medo, temem por suas vidas.
São trabalhadores, diferentemente da maior parte de seus agressores, e encontram-se desprotegidos pela própria instituição — neste caso, o clube — ao qual prestam serviços.
Uma diretoria decente chamaria a polícia e relataria não apenas o ocorrido, mas formalizaria denúncia contra o presidente dos Gaviões e seus asseclas — há imagens e provas suficientes para isso.
A omissão de todos — MP-SP, Polícia e diretoria do Corinthians — estimula a reincidência e poderá, em breve, resultar em tragédia.
É possível agir de maneira diferente.
A presidente do Palmeiras, que merece críticas em diversos aspectos, recentemente denunciou o presidente da Mancha Verde, flagrado em situação semelhante à ocorrida ontem no CT do Timão.
O resultado foi uma condenação criminal a sete meses de prisão.
Coragem elogiável, que Osmar Stabile jamais terá.
