A ausência de coragem de Stabile e a demissão de Dorival Junior

Em agosto de 2025, no restaurante Chico, uma semana antes de assumir a presidência do Corinthians — às vésperas do impeachment de Augusto Melo —, com o associado Ciborg como testemunha, Osmar Stabile disse ao Blog do Paulinho que demitiria o treinador Dorival Júnior e também o executivo de futebol Fabinho Soldado “assim que sentasse na cadeira”.

Mais do que isso, criticou duramente ambos como profissionais.

Não teve coragem.

No caso de Dorival, a decisão ocorre agora, oito meses depois, não apenas pelo futebol ruim apresentado — que é o mesmo desde o início —, mas também pela necessidade de desviar o foco dos problemas em meio a protestos de torcedores e reclamações de conselheiros.

Ainda mais perto da estreia na Libertadores e, na sequência, do clássico contra o rival Palmeiras.

Por covardia, o Corinthians deu sobrevida a um trabalho banal, de um treinador envolvido com agentes de jogadores, mas que, a bem da verdade, também era prejudicado pela péssima formação do elenco.

Em nota oficial sobre a demissão de Dorival, o clube exaltou as conquistas da Copa do Brasil e da Supercopa como se fossem grandes torneios.

Engana-se quem quiser.

A Copa do Brasil era, como o Paulistinha já foi, muito importante, mas há alguns anos as equipes principais a disputam com formações alternativas, reservando escalações mais fortes apenas para a reta decisiva.

Já a Supercopa, em partida única, não passa de um caça-níqueis de início de temporada.

Agora, à demissão de Dorival, somar-se-á mais uma dívida — especula-se quase R$ 8 milhões em multa contratual —, além da necessidade de contratar, com urgência, um substituto que, com a janela de transferências fechada, trabalhará com o mesmo grupo de atletas, ou seja, sem grandes perspectivas de evolução.

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