Vice-presidente do Corinthians é hostilizado como ‘ladrão’ por conselheiros

Na última quinta-feira (02), o conselheiro William Tapara de Oliveira, vulgo Índio, que atua no departamento jurídico alvinegro — o mesmo acusado de pressionar o associado “Cicatriz” a prestar falso testemunho contra o presidente do Conselho — subiu ao 4º andar da sede social do Corinthians e iniciou forte discussão com Armando Mendonça, vice-presidente do clube.

Índio

Termos como “ladrão”, “filho da puta” e “corno”, segundo fontes, teriam sido utilizados.

Tapara, que integra a cota do grupo “Renovação e Transparência” — eleito pela chapa “Preto no Branco”, auxiliar ao movimento — referia-se ao episódio em que Mendonça foi apontado, em auditoria interna, como responsável por desvio de uniformes alvinegros, caso que parece paralisado na Comissão de Ética.

Renato Ramires

Em meio à confusão, outro conselheiro, o maçom e advogado Renato Ramires, ligado a Antonio Rachid — este operador de Paulo Garcia, dono da investigada Kalunga —, partiu em defesa de Índio e, assim como ele, passou a discutir com Armando.

Quando as vias de fato pareciam inevitáveis, a segurança interveio e conteve o confronto.

Este é o clima em Parque São Jorge.

Nas entrelinhas, evidencia-se a real relação de Osmar Stabile — e de seus subordinados — com o vice-presidente, a quem dirigiu a investigação que, ao que tudo indica, agora serve como moeda de troca eleitoral.

Ao que parece, o Centrão, do qual Armando faz parte, terá novamente de negociar — seja para manter os cargos e empregos disponibilizados pela presidência ou para resolver politicamente a questão.

Enquanto o ambiente incivilizado e antiprofissional segue reinando em Parque São Jorge, a Justiça recebe súplicas de todos os lados para, mediante intervenção judicial, “passar o rodo” e limpar o Corinthians dessa sujeira.


OUTRO LADO

Em contato com o Blog do Paulinho, Armando Mendonça disse que as informações são falsas e que estamos sendo utilizados, politicamente, para atingi-lo.

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