Conselho Fiscal do Santos adere à ilegalidade (confira o parecer)

Em parecer, o Conselho Fiscal do Santos, apesar de apontar inúmeras irregularidades e de omitir-se diante de flagrantes ilegalidades — algumas já destacadas em diversas matérias jornalísticas ao longo do período —, orientou pela aprovação das contas da gestão Marcelo Teixeira, referentes ao exercício de 2025.
Assinaram ontem o documento: Edmon Atik Filho, Bruno Peres Lopes, Andrei Silva, Fábio Figueiredo Lopez e José Ely de Miranda.
A eles cabe eventual responsabilização cível e criminal por conivência.
Confira a íntegra do parecer, de teor autodesmoralizante.

CONSELHO FISCAL 2024/2026
PARECER DO EXERCÍCIO DE 2025
ILMOS SRS.
DR. FERNANDO REVERENDO VIDAL AKAOUI
PRESIDENTE DO CONSELHO DELIBERATIVO DO SANTOS FUTEBOL CLUBE.
DR. MARCELO PIRILO TEIXEIRA
PRESIDENTE DO CONSELHO GESTOR DO SANTOS FUTEBOL CLUBE.
EGRÉGIO CONSELHO DELIBERATIVO DO SANTOS FUTEBOL CLUBE
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO
2 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
3 OBRIGAÇÕES E PROVISÕES
4 LIMITES ESTATUTÁRIOS
5 ORÇADO X REALIZADO
6 RECEITAS E DESPESAS
7 FOLHA DE PAGAMENTO
8 ENDIVIDAMENTO
9 EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS
10 CONTRATOS
11 IMPOSTOS
12 OUTROS ASSUNTOS
12.1 MARKETING
12.2 ATAS DO COMITÊ DE GESTÃO
12.3 PRESTADORES DE SERVIÇO
12.4 AUMENTO DO ATIVO IMOBILIZADO
13 CONCLUSÃO
1 INTRODUÇÃO
Os abaixo assinados, membros do Conselho Fiscal, eleitos em conformidade com o artigo 71º, pág.68, e atendendo ao disposto nos artigos 73º e 93º, págs.69 e 84, do Estatuto Social, examinando as contas que compõem o Balanço Patrimonial encerrado em 31 de dezembro de 2025, entregue pela administração, suas respectivas demonstrações de resultados e notas explicativas e ainda o Parecer da Auditoria Independente, que abrange o período acima identificado como objeto deste parecer, emitido pela empresa MACSO LEGATE AUDITORES INDEPENDENTES.
O auditor independente, Vagner Alves de Lira, não emite opinião sobre o sucesso ou fracasso de futuros negócios do Santos Futebol Clube, já que sua função é avaliar apenas a conformidade com as normas contábeis. O papel do auditor é garantir a precisão das informações contábeis disponibilizadas ao público, enquanto a análise da viabilidade, solvência e sobrevivência da agremiação cabe aos usuários das demonstrações contábeis.
As demonstrações financeiras foram minuciosamente analisadas, seguindo as Normas Brasileiras de Contabilidade, conforme estabelecido no Artigo 93º, parágrafos primeiro e segundo, pág.84. Essas demonstrações foram devidamente assinadas pela contadora do clube, Márcia Mendes Fernandes, e pelo Presidente Marcelo Pirilo Teixeira.
Por meio deste documento, apresentamos, de maneira respeitosa, os fatos que fundamentam a sugestão de voto que acompanha este parecer. Nosso objetivo é fornecer de forma clara, direta, transparente, imparcial e sucinta uma visão precisa do que ocorreu durante o último exercício, encerrado em 31 de dezembro de 2025, ficando, portanto, prontas para submissão à apreciação do Conselho Deliberativo.
2 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Em 31/12/2025, o Passivo Circulante foi de R$ 470.740.000. Em 31/12/2024 era de R$ 437.055.000;
Em 31/12/2025, o Ativo Circulante foi de R$ 232.448.000. Em 31/12/2024 era R$ 216.063.000;
Em 31/12/2025, o Passivo Não Circulante foi de R$ 761.218.000. Em 31/12/2024 era de R$ 539.985.000;
Em 31/12/2025, o Ativo Não Circulante foi de R$ 390.144.000. Em 31/12/2024 era de R$ 231.006.000;
Nosso Patrimônio Líquido registra em 31/12/2025 o valor de -R$ 609.368.000 contra o valor de -R$ 529.972.000 em 31/12/2024 (ambos em situação de passivo a descoberto).
PASSIVO DO CLUBE 31/12/2025 31/12/2024
Total Passivo Circulante R$ 470.740 R$ 437.055
(-) Receitas diferidas R$ 108.904 R$ 59.810
Total circulante R$ 361.836 R$ 377.245
Total Não Passivo Circulante R$ 761.218 R$ 539.985
(-) Receitas diferidas R$ 124.554 R$ 158.767
Total não circulante R$ 636.664 R$ 381.218
TOTAL DO PASSIVO R$ 998.500 R$ 758.463
Tabela – D.F da Contabilidade
Nota 01: Receitas diferidas são valores que o clube já recebeu (ou tem direito a receber), mas que ainda não entram como receita, porque dependem de cumprir alguma obrigação, como exibir patrocínio. Conforme essas obrigações são cumpridas, o valor vira receita. Não são dívidas financeiras, e ao desconsiderá-las, vemos melhor o real tamanho do passivo.
3 OBRIGAÇÕES E PROVISÕES
Os valores abaixo comparam os saldos em 31/12/2024 e 31/12/2025:
• As obrigações trabalhistas (compromissos trabalhistas) aumentaram de R$ 22.426.000 para R$ 37.706.000;
Nota 02: No curto prazo, o saldo aumentou em função do crescimento de “salários a pagar”, de R$ 3.091.271,67 para R$ 14.592.649,77, bem como de “13º salário a pagar”, de R$ 2.125.337,63 para R$ 5.355.807,06, além da elevação dos encargos sociais, com “INSS” passando de R$ 2.287.933,05 para R$ 3.356.522,18 e “FGTS” de R$ 1.198.831,29 para R$ 3.333.801,13.
• As obrigações tributárias aumentaram de R$ 101.248.000 para R$ 170.769.000;
Nota 03: No curto prazo, houve aumento no “IR a recolher”, que passou de R$ 9.430.559,85 para R$ 14.684.232,46, bem como no “parcelamento de INSS”, que evoluiu de R$ 2.677.308,01 para R$ 5.669.122,82. Adicionalmente, tanto no curto quanto no longo prazo, verificou-se aumento em função da adesão a novos “parcelamentos de débitos tributários federais” junto à Receita Federal, resultando em acréscimos de R$ 14.311.067,64 no curto prazo e R$ 50.701.065,45 no longo prazo.
• Os acordos judiciais aumentaram de R$ 130.172.000 para R$ 201.273.000;
Nota 04: No curto prazo, houve uma pequena redução no valor. No longo prazo as obrigações cresceram, “acordos trabalhistas” de R$ 1.891.948,30 para R$ 19.928.409,32, “acordos extrajudiciais” de R$ 2.296.167,46 para R$ 35.590.281,36, e a adesão ao “plano coletivo de execução CNRD” aumentou R$ 0,00 para R$ 39.875.234,18 (pág. 47 da auditoria).
• As contas a pagar aumentaram de R$ 155.998.000 para R$ 300.091.000;
Nota 05: No curto prazo, houve redução, já no longo prazo, observou-se aumento significativo decorrente de despesas com contratações, luvas e intermediação de atletas, que juntos passaram de R$ 11.294.702,98 para R$ 189.271.818,48.
• Os débitos com terceiros aumentaram de R$ 353.000 para R$ 10.347.000;
Nota 06: No curto prazo, os débitos com terceiros aumentaram em função de empréstimos contratados junto a empresas vinculadas ao Santos, representando obrigações a serem liquidadas no exercício.
• As provisões para demandas judiciais diminuíram de R$ 86.209.000 para R$ 59.367.000;
Nota 07: No longo prazo, os valores referentes às provisões para essas demandas apresentaram redução, com as “provisões trabalhistas” diminuindo de R$ 32.830.702,98 para R$ 5.432.975,45.
• PROFUT: INSS, PGFN e RFB foram consolidados e homologadas pelo órgão competente. O PROFUT FGTS está sendo recolhido regularmente e encontra-se em discussão judicial (pág. 47 da auditoria);
• As certidões de FGTS e CND encontram-se ativas e vigentes.
4 LIMITES ESTATUTÁRIOS
À luz do Estatuto Social, os artigos 83º e 84º (pág.77) foram integralmente respeitados, conforme tabela abaixo:
DIVISÃO REALIZADO UTILIZADO ANÁLISE DOS LIMITES ESTATUTÁRIOS
Comitê de Gestão R$ 3.111.230 0,54% -
Comunicação R$ 3.284.189 0,57% -
Conselho R$ 618.747 0,11% Não inferior a 0,5%
Esportes Amadores R$ 987.947 0,17%
Futebol Feminino R$ 14.735.186 2,57%
Futebol de Base R$ 64.150.315 11,18% Não inferior a 10% dos gastos com profissional
Futebol Profissional R$ 425.394.162 74,16% Não exceder a 85%
Financeiro R$ 11.462.948 2,00%
Jurídico R$ 5.707.383 0,99%
Marketing R$ 16.328.539 2,85%
Patrimônio R$ 14.926.191 2,60%
RH R$ 3.312.505 0,58%
Soluções R$ 4.575.576 0,80%
Tecnologia R$ 2.938.411 0,51%
Gestão Administrativa R$ 2.075.192 0,36%
TOTAL GERAL R$ 573.608.522 100,00%
Tabela – D.F da Contabilidade
5 ORÇADO X REALIZADO
O balancete de 2025 apresentou um DÉFICIT de R$ 79.395.774 contra um orçamento que previa DÉFICIT de R$ 89.566.106.
O resultado operacional (EBITDA) apresentou um superávit de R$ 104.896.734. Isso demonstra que a atividade principal do clube está gerando resultado positivo antes da consideração de fatores financeiros e contábeis. No entanto, ao considerar despesas financeiras, amortizações de atletas ao longo do período, provisões e reversões de perdas, além da depreciação de ativos, o exercício encerrou com um déficit contábil de R$ 79.395.774.
Realizamos uma receita de R$ 678.505.256 contra um orçamento que previa R$ 423.780.107.
Dentro dessas receitas acima, realizamos com venda de direitos federativos e empréstimos R$ 188.517.134 contra um orçamento que previa de R$ 100.360.000.
Tivemos um custo operacional de R$ 521.234.890 contra um orçamento que previa R$ 342.758.654.
Dentro desses custos operacionais acima, tivemos um custo com remuneração de salários (com encargos) de R$ 255.861.564 contra um orçamento que previa R$ 200.170.358.
Tivemos uma despesa administrativa de R$ 52.373.632 contra um orçamento que previa R$ 52.335.559.
6 RECEITAS E DESPESAS
As receitas operacionais do clube são compostas principalmente por direitos de transmissão, patrocínios, publicidade, arrecadação com jogos, sócios, premiações e negociações de atletas.
Observa-se que houve crescimento relevante nas receitas totais, impulsionado, sobretudo, pela venda de direitos federativos e empréstimos de atletas.
As despesas operacionais acompanham o crescimento das receitas, com destaque para custos com futebol profissional, encargos trabalhistas, despesas administrativas e amortização de atletas.

Tabela – Dados das Demonstrações Financeiras da Contabilidade do Clube.
As despesas administrativas incluem custos com remuneração de funcionários administrativos, encargos, benefícios, serviços terceirizados, entre outros.

Gráfico: Dados do D.F da contabilidade do clube.
Nota 10: Em dezembro, os valores referentes a acordos judiciais diminuíram R$ 2.046.624, enquanto a provisão para perdas foi reduzida em R$ 3.382.134.
As despesas operacionais refletem o aumento da atividade do clube, especialmente no futebol profissional, onde se concentram os maiores investimentos.
O crescimento das receitas, embora significativo, não foi suficiente para compensar integralmente o aumento das despesas totais, contribuindo para o resultado deficitário do exercício.

7 FOLHA DE PAGAMENTO
A folha de pagamento do clube apresentou crescimento relevante no período analisado, refletindo aumento de salários, encargos sociais e contratações no futebol profissional.
Os custos com pessoal representam uma das principais despesas operacionais do clube, impactando diretamente o resultado financeiro.

O aumento da folha salarial está diretamente relacionado à política de contratações e manutenção do elenco profissional, além de reajustes e encargos legais.
Os encargos sociais acompanham proporcionalmente esse crescimento, elevando o custo total da folha.

8 ENDIVIDAMENTO
O endividamento total do clube apresentou aumento relevante no período, refletindo a elevação das obrigações financeiras, tributárias e operacionais.
O crescimento do passivo está diretamente relacionado à necessidade de financiamento das atividades do clube, incluindo contratações de atletas, manutenção da estrutura e cobertura de déficits operacionais.

9 EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS
Empréstimos e Antecipação de Recebíveis: Diminuição no curto prazo de R$ 125.212.000 (31/12/2024) para R$ 83.085.000 (31/12/2025) e aumento no longo prazo de R$ 4.379.000 (31/12/2024) para R$ 11.253.000 (31/12/2025).
Nota 12: No curto prazo, houve uma redução expressiva em função do pagamento de empréstimos. Já no longo prazo, apesar da captação de novas dívidas ao longo de 2025, esse montante vem sendo progressivamente quitado. Conforme destacado no relatório do terceiro trimestre de 2025, o saldo de longo prazo era de R$ 51.762.000, reduzindo se para R$ 11.253.000. Essa queda reflete a quitação integral das obrigações com o Banco Daycoval, além de uma redução significativa dos saldos em aberto junto ao Banco Safra.
10 CONTRATOS
Contratos administrativos:
Foram celebrados 356 (trezentos e cinquenta e seis) contratos, do SFCJur25001 ao SFCJur25356, sendo: Prestações de serviços, franquias, convênios, cessões de imagens, locações etc.
Contratos de futebol:
Foram celebrados 513 (quinhentos e treze) contratos, do SFCDC2025001 ao SFCDC2025513, sendo: Futebol profissional, futebol feminino e futebol de base.

É Competência do Conselho Fiscal, conforme o artigo 73 (pág. 69), item “VI” de nosso estatuto que diz: “sugerindo as medidas que devem ser tomadas, inclusive para que possa, em cada caso, exercer de forma plena a sua função fiscalizadora.
Sendo assim, apresentamos ao Egrégio Conselho Deliberativo itens que julgamos necessários, para que os nobres conselheiros tenham um retrato da gestão em várias áreas do clube no decorrer do ano de 2025, bem como nossas sugestões.
12 OUTROS ASSUNTOS
12.1 MARKETING:
Sócio Rei:
• Sócios Ativos em 31/12/2024: 46.440
• Sócios Ativos em 31/12/2025: 54.541
Escolas Meninos da Vila:
• Houve um crescimento no número de unidades ativas das escolinhas, que passaram de 55 para 68 unidades em operação, sendo uma delas internacional.
12.2 ATAS DO COMITÊ DE GESTÃO:
As 24 Atas do Comitê de Gestão foram entregues dentro dos prazos estatutários. Conforme nossa interpretação à luz do Estatuto Social, o artigo 63º (pág. 59), parágrafo terceiro, foi integralmente respeitado.
12.3 PRESTADORES DE SERVIÇO:
Os gastos com contratação de Pessoa Jurídica (PJ) permaneceram elevados, não havendo redução no ponto anteriormente alertado pelo Conselho Fiscal. Pelo contrário, em 2025 manteve-se o padrão de contratações observado em 2024.
Este Conselho Fiscal recomenda que o executivo reavalie essa estratégia e os gastos envolvidos, tomando os devidos cuidados para a comprovação de vínculo dos profissionais, a fim de evitar demandas trabalhistas, o que tornaria a estratégia ainda menos compensatória.
12.4 AUMENTO DO ATIVO IMOBILIZADO
De acordo com o balanço patrimonial, as benfeitorias realizadas pela empresa NR Sports & Marketing contribuíram significativamente para a valorização dos ativos imobilizados do clube.
As reformas no estádio apresentaram um aumento expressivo, passando de R$ 4.228.330,22 para R$ 17.149.371,27. Da mesma forma, as melhorias realizadas no CT Rei Pelé elevaram seu valor de R$ 1.423.507,24 para R$ 5.623.507,24.
Portanto, os imóveis do clube tiveram uma valorização patrimonial, as quais foram executadas sem custos ao Santos Futebol Clube, através de doação.
13 CONCLUSÃO
Diante da análise das demonstrações financeiras relativas ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2025, este Conselho Fiscal conclui que, sob o aspecto formal, as contas foram apresentadas em conformidade com as Normas Brasileiras de Contabilidade, devidamente acompanhadas de parecer de auditoria independente, não havendo ressalvas quanto à sua regularidade técnica.
Entretanto, sob o aspecto econômico-financeiro, os números evidenciam um cenário que inspira atenção e prudência por parte dos órgãos de governança do clube, apesar de uma diminuição no déficit orçado.
Observa-se a manutenção de patrimônio líquido negativo, bem como um crescimento relevante do passivo não circulante, especialmente em obrigações tributárias, acordos judiciais e compromissos assumidos com contratações e intermediações.
Embora o clube tenha apresentado resultado operacional positivo (EBITDA) e superado significativamente a previsão de receitas, tal desempenho não foi suficiente para neutralizar o impacto das despesas financeiras, amortizações, provisões e demais encargos, resultando, ao final, em déficit contábil relevante no exercício.
Constatou-se um aumento expressivo de despesas operacionais, especialmente com folha salarial e custos do futebol profissional, bem como a elevação das obrigações tributárias e trabalhistas, fatores que pressionam o fluxo de caixa.
Por outro lado, destacam-se pontos positivos, como:
• O crescimento das receitas totais;
• A melhora no resultado operacional;
• A redução de determinados passivos financeiros de curto prazo;
• A valorização do ativo imobilizado decorrente de doações realizadas, sem impacto direto no caixa do clube.
Devido à renovação do elenco profissional, registrou-se um aumento de R$ 145 milhões em ativos intangíveis, evidenciando a significativa valorização do plantel.
Diante desse contexto, recomenda-se atenção ao controle de custos, à gestão do endividamento e à sustentabilidade financeira de médio e longo prazo, especialmente no que se refere à dependência de receitas extraordinárias, como a venda de atletas.
Vale destacar que o déficit contábil apurado está em conformidade com a previsão orçamentária aprovada em dezembro de 2024 por este Egrégio Conselho.
Todos os ajustes contábeis realizados, em especial as reversões de receitas que contribuíram para a diminuição do déficit contábil, foram verificados pela auditoria independente e estão em conformidade com as regras contábeis aplicáveis à espécie.
Diante do exposto, embasados nos números apresentados no parecer da auditoria independente MACSO LEGATE AUDITORES INDEPENDENTES e nos demonstrativos contábeis e financeiros por nós analisados, com base no Estatuto Social, artigo 73º (Competência do Conselho Fiscal) e artigo 93º (Exercício Social e Demonstrações Financeiras), de forma UNÂNIME entre seus membros ativos, conforme o artigo 74º do nosso Estatuto Social, este Conselho Fiscal entende que o relatado nos itens acima e anexos, ao nosso ver, NÃO IMPEDEM a aprovação das contas que compõe o Balanço Patrimonial, encerrado em 31 de dezembro de 2025, e RECOMENDA voto pela APROVAÇÃO, aos ilustres membros do Egrégio Conselho Deliberativo do “SANTOS FUTEBOL CLUBE”.
Santos, 02 de abril de 2026.
EDMON ATIK FILHO
Presidente
BRUNO PERES LOPES
Relator
ANDREI SILVA
Membro
FABIO FIGUEIREDO LOPEZ
Membro
JOSÉ ELY MIRANDA JÚNIOR
Membro
