Com Endrick o jogo é diferente

A Seleção Brasileira demonstrava evolução tática no amistoso contra a Croácia, diante do difícil desafio de Ancelotti: montar um time com bons jogadores de defesa, ótimos de ataque e apenas razoáveis — se tanto — no meio-campo, quando, faltando 15 minutos para o fim do jogo, Endrick entrou em campo.
As coisas mudaram.
Passou-se da previsibilidade à criatividade.
Com Endrick, o jogo é diferente.
O atacante partiu para cima de um zagueiro dentro da área e só parou após ser tocado — em lance de pênalti duvidoso, mas relevante.
Corajoso, bateria a penalidade, mas Ancelotti optou por Igor Thiago.
Logo depois, arrancou pela meia-direita e, quando todos esperavam a jogada individual, deixou Martinelli na cara do gol para decidir o embate.
Em meio a um grande número de jogadores medianos, o Brasil não pode abrir mão de escalar os poucos diferentes de seu elenco: Vini Jr., Endrick e Estevão.
Ancelotti que se vire.
Com menção honrosa a Luiz Henrique, ex-Botafogo, em grande fase.
