Bolsonaro e os livros da prisão

Para reduzir a pena que lhe foi imposta pela prática de golpe de Estado, o ex-presidente Jair Bolsonaro, notório iletrado, peticionou, por meio de seus advogados, o desejo de ler os livros disponíveis na prisão.
A cada obra, são quatro dias a menos de cárcere.
A comprovação se dá por meio de resenha escrita de próprio punho pelo preso, a qual precisa ser aprovada por um avaliador.
É bom a Justiça ficar atenta.
Em Tremembé, presenciei casos em que familiares de detentos — ou até mesmo companheiros de cela — elaboravam as resenhas para aqueles que tinham dificuldade de leitura ou simplesmente não se dispunham a fazê-las.
O texto chegava pronto, bastando copiá-lo.
Razão pela qual urge a intensificação da revista de familiares, embora também seja possível a entrada do material por intermédio de “prestativos” advogados, que, nesse caso, estariam cometendo crime.
Talvez o ministro Alexandre de Moraes possa exigir que Bolsonaro, em vez de apresentar resenha escrita, realize prova oral sobre a obra escolhida.
