A cara de pau de Rubão, ex-diretor de futebol do Corinthians

Em entrevista ao podcast “Entre Amigos”, apresentado por Flávio Prado, o ex-diretor de futebol do Corinthians, Rubens Gomes, o Rubão, não demonstrou constrangimento ao distorcer fatos.
Afirmou, por exemplo, que só tomou conhecimento de que Augusto Melo mantinha relações com o crime organizado quando foi questionado pela polícia, no âmbito do inquérito da Vai de Bet.
Antes disso, porém, declarou que o ex-presidente havia montado um esquema com aliados próximos, ainda em campanha, para roubar o Corinthians.
Entre os citados nominalmente está Marcos Boccatto, atualmente investigado por suposta ligação com o PCC.
Rubão passou quase uma década sustentando financeiramente o ex-presidente.
Ajudou no esquema Barbarense e em outros correlatos.
Boccatto sempre esteve presente — assim como os demais que compuseram, com ele, a diretoria.
Em outro momento da entrevista, Rubão afirmou a Flávio Prado que Augusto era pobre, que morava com a ex-esposa por não ter condições de pagar aluguel — situação que mudou radicalmente após assumir o Corinthians, de onde deixou a presidência milionário.
Durante a campanha, o dirigente ajudou o então candidato a difundir a farsa de que se tratava de um grande empresário.
É muita cara de pau.
Tão esperto que, até o momento, não acionou a Justiça para reaver os quase R$ 4,5 milhões em bitcoins apreendidos pela Polícia Federal — talvez porque não consiga comprovar a origem.
