Histórias que Stabile jamais esclareceu no Corinthians

Presidente interino do Corinthians, Osmar Stabile carrega duas histórias suspeitas que jamais foram esclarecidas em Parque São Jorge:
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R$ 1,3 milhão (corrigidos), provenientes da Prefeitura de Osasco, que não foram contabilizados no caixa do clube — por ação de Marcelo Mariano, então funcionário do cartola;
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R$ 18 milhões de lucro obtidos na intermediação da negociação do jogador Wilson.
O primeiro episódio pode ser relembrado no link abaixo:
Caso Vai de Bet não foi o primeiro prejuízo de Marcelo Mariano ao Corinthians

Caso Wilson
Em 28 de abril de 2003, Osmar Stabile, então detentor de 100% dos direitos do jogador Wilson, utilizou seu funcionário Moacir da Cunha Viana para ceder 50% do atleta ao Corinthians, pelo valor de R$ 640 mil.
Pelo acordo, Stabile teria direito a remuneração em uma futura venda.
O Blog do Paulinho teve acesso ao contrato, que possuía vigência de quatro anos — encerrando-se em 22 de maio de 2007 — período em que Stabile assumiu uma das vice-presidências na gestão de Alberto Dualib.


O contrato foi prorrogado, conforme registra o BID da CBF, até 31 de dezembro de 2007.
Aparentemente, a medida tinha como objetivo resguardar os interesses financeiros de Stabile.
Pouco antes do término do vínculo, o Corinthians negociou Wilson com o Genoa, da Itália, por R$ 22 milhões.
Por meio de Moacir, Stabile teria direito a R$ 11 milhões.

A propriedade oculta de Stabile sobre o atleta era conhecida e foi mencionada pela Folha de S.Paulo, em 29 de julho de 2007:
“Wilson, autor de seis gols neste ano — só um deles no Brasileiro —, que chegou ao clube pelas mãos do conselheiro Osmar Stábile, ex-vice de esportes terrestres, hoje oposição ao presidente Alberto Dualib.”
Folha de S.Paulo – Wilson passa de preterido a esperança – 29/07/2007
Na época, Osmar declarou ao Blog do Paulinho:
“Eu comprei o Wilson para ajudar o clube. Não ganhei nada.”
Os documentos, no entanto, desmentem a versão.
Moacir, funcionário de Osmar, ingressou na Justiça contra o Corinthians após Andrés Sanches, então presidente alvinegro, se recusar a pagar a quantia devida ao conselheiro.
O clube foi condenado, e a execução, acrescida de juros, alcançou R$ 18 milhões.

Agora, como candidato à presidência do Corinthians, seria importante que Osmar Stabile esclarecesse ambas as questões — ainda que apenas aos conselheiros, eleitores do pleito.
