Caso Vai de Bet não foi o primeiro prejuízo de Marcelo Mariano ao Corinthians

Ao protocolar sua defesa à Justiça, Marcelo Mariano, vulgo Marcelinho, deixou claro ter ocupado outros cargos no Corinthians e que sempre manteve comportamento ilibado no exercício destes.
Não é verdade.
Em 2016, o Corinthians foi condenado a ressarcir R$ 660 mil (R$ 1,3 milhão corrigido) aos cofres públicos.
O valor original do repasse era de R$ 330 mil.
“Trata-se de prestação de contas dos valores repassados pela Prefeitura Municipal de Osasco, no exercício de 2006, à entidade Sport Club Corinthians Paulista, ocorrendo manifestação unânime pela irregularidade da matéria em exame, pelos Órgãos de Instrução e Técnico, bem como do Ministério Público de Contas, devido à ausência de prestação de contas dos recursos recebido pela Entidade Beneficiária.”
“Condeno o Sport Club Corinthians Paulista à restituição da importância de R$ 330.000,00 aos cofres públicos municipais, devidamente atualizada, suspendendo-o de novos recebimentos enquanto não regularizada a situação perante esta E. Corte, conforme art. 103 da LC-709/9”
Abaixo trecho de publicação do Processo nº nº 035133/026/11, do TCE-SP, que cita a intimação de Marcelo Mariano:

O rolo ocorreu anos antes, quando Marcelinho era Diretor de Futsal, subordinado a Osmar Stabile, atual presidente interino – de quem obtinha, na condição de funcionário da Bend Steel (empresa do cartola), o sustento.

À época, o Timão foi autuado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo por irregularidades cometidas no repasse de verbas públicas da Prefeitura de Osasco para o clube.
R$ 330 mil saíram dos caixas do Município, a pretexto da realização de parceria da equipe do Futsal alvinegra com a cidade.
O projeto não saiu do papel.
Os valores nunca foram devolvidos a Osasco, e, segundo informações, não constaram, também, na contabilidade do clube.
Ninguém sabe que destino foi dado ao dinheiro.
Nem Osmar – que já foi questionado pelo blog – muito menos Marcelinho, de quem continuou amigo e patrão nos anos seguintes.
Estranhamente, a Prefeitura não solicitou, até ser notificação pelo TCE, a devolução da quantia – inserida, posteriormente, como dívida ativa do clube com o município.
Coincidentemente, Osasco é a área de atuação política, comercial e residencial de Alex Cassundé, a quem Marcelinho correu para pagar o comissionamento da Vai de Bet – anos após do rolo apenas em 2016.

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