O golpe no Fluminense

Recentemente, o presidente Mário Bittencourt contratou o BTG para assessorar o Fluminense na busca por investidores interessados em adquirir a SAF do departamento de futebol.
O banco chegou a uma solução, no mínimo, curiosa.
A SAF do Flu será vendida a um grupo de investidores liderado por André Esteves — que, não por acaso, é o dono do próprio BTG.
O empresário já teria definido até o CEO: Mário Bittencourt, cujo mandato como presidente do clube se encerra em quatro meses.
Trata-se, evidentemente, de um golpe.
Sem precisar de um único voto, o atual mandatário se tornaria responsável pela gestão do ativo mais importante — e lucrativo — do Fluminense, restando apenas as migalhas para quem vier a disputar a presidência da agremiação.
Vale lembrar que Bittencourt, como já demonstrado anteriormente neste espaço, também atua na intermediação de jogadores — prática que, a partir de agora, poderia exercer sem maiores explicações ao Conselho.
A reputação de André Esteves é amplamente conhecida e se encaixa, com perfeição, nos interesses óbvios do cartola.
