Clubes reclamam de agentes na CBF, mas o que fazem para mudar a situação?

Ontem, na primeira reunião realizada por dirigentes de clubes brasileiros, na sede da CBF, para tratar de fair play financeiro, os pagamentos de comissões a agentes de jogadores foram apontados como uma das principais causas do endividamento.
Porém, os que reclamam nada fazem para coibir os excessos.
Os intermediários são contratados, normalmente, pelos atletas — ou seja, são funcionários ou prestam serviços a eles.
Por qual razão, então, as agremiações pagam comissões sobre salários e, em alguns casos, até por renovações de contrato?
A obrigação, nesse caso, deveria ser exclusivamente do jogador.
E a intermediação para contratação de atletas?
O que impede um presidente de clube de ligar diretamente para outro e sacramentar o negócio?
Ainda que decidam utilizar o agente, por que as comissões pagas extrapolam o teto orientado pela FIFA?
Elementar: em muitos desses casos, o cartola precisa de alguém para assumir dinheiro que não poderia, legalmente, retirar dos cofres do clube.
Eles “racham” a quantia.
É a única razão — ganho indevido e pessoal — para um dirigente manter um sistema de negócios claramente lesivo à agremiação que preside.
Mudar requer coragem e dirigentes que não precisem do clube para sobreviver.
As reclamações na CBF não têm como objetivo alterar a sacanagem, mas sim justificar gastos que sequer deveriam existir.
