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Blog do Paulinho

Casagrande e a Rede Globo

Surpreendeu a demissão de Casagrande, tratada como acordo, após 25 anos de Rede Globo, às vésperas da Copa do Mundo 2022.

Não pelo desligamento em si, que vinha sendo desenhado há algum tempo, principalmente quando o ex-atleta deixou de ser escalado, em oportunidades recentes, para comentar as partidas da Seleção Brasileira, mas pelo ‘timing’ da decisão.

Sinal de que o incômodo, talvez para os ‘sócios’ da emissora, era muito grande.

A Globo decidiu que o tratamento à cobertura esportiva deverá ser o de parceiro do negócio, o que implica, factualmente, em enterrar o jornalismo.

Notícias somente as repassadas por assessorias ou, se inéditas, que não conflitem com os interesses descritos.

Casão não era repórter, mas incomodava a clubes, federações, confederações e até ao Governo com sua independência opinativa.

O sucessor terá que se alinhar nesse novo sistema.

Oriundo da Democracia Corinthiana e do mundo do Rock, contestadores na essência, Casagrande sofreria – como pássaro na gaiola – se aprisionasse os próprios pensamentos.

Por isso, consciente, ao deixar a emissora disse que a separação seria boa para ambas as partes.

Não sei se a afirmação é de toda correta.

Acho que para Casagrande, com as portas abertas para trabalhar onde bem entender, a ‘libertação’ o empurrará para objetivos que tendem a valorizar seu inegável talento em expor pensamentos.

A perda de profundidade e conteúdo, digamos, ‘off-label’, nas análises da Globo, por outro lado, será relevante.

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