Augusto Melo se escora na R&T para tentar esconder os crimes que o cercam

Após dezenas — senão centenas — de mentiras desmascaradas, primeiramente pelo jornalismo, depois pela Polícia e pelo Ministério Público, e, agora, pela Justiça de São Paulo — que o tornou réu por associação criminosa, lavagem de dinheiro e furto qualificado —, o mitômano Augusto Melo, em desespero, tenta desviar o foco da imprensa para a Renovação e Transparência, que o antecedeu.

Como se revelar os podres — que todos sabiam que existiam e que foram amplamente denunciados por este Blog do Paulinho ao longo de dezoito anos —, sob a roupagem de “notícia nova”, pudesse encobrir o fato de que o presidente afastado associou o Corinthians ao crime organizado.

Obviamente, TODOS os que forem culpados merecem punição — seja no clube ou na esfera policial.

Mas o jornalismo profissional não pode se deixar levar pela narrativa imposta pela bandidagem.

O que vem ocorrendo nos últimos dias é bastante claro.

A gestão Augusto Melo — que, por óbvio, sabia da existência das faturas de cartões corporativos dos ex-presidentes, até porque as suas próprias, conforme relatório do CORI, em valores, dariam para bancar todas as anteriores — decidiu segurar essa informação para utilizá-la no momento mais conveniente.

Há método na divulgação.

Sem poder se expor, por conta do rabo preso — não apenas com seus próprios cartões, mas também pelo escândalo do Caso Vai de Bet —, Melo recorreu a gente ligada ao crime (talvez apresentada por esses mesmos contatos), que, no anonimato, passou a receber documentos e orientações de sua assessoria de imprensa.

O Blog do Paulinho possui cópia da abordagem — feita por mensagem direta em rede social — em que o “serviço” foi ofertado.

Diferentemente de um jornalista profissional, o vazador recebe os documentos — que, segundo boletim de ocorrência registrado na polícia, teriam sido subtraídos do clube —, e, sob orientações, os divulga em doses controladas.

Não há surpresa — especialmente para o leitor deste blog — em saber que ex-presidentes do clube aprontaram no exercício do poder.

A imprensa deve, sim, publicar as informações, mas precisa agir com inteligência, não se deixando instrumentalizar.

Opinião de quem, há quase duas décadas — sempre começando sozinho —, expõe os deslizes de todos os grupos que exerceram, em algum momento, o poder em Parque São Jorge.

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