Os encantadores de serpentes

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O zagueiro Lugano, tratado como “Deus” por boa parte da torcida Tricolor, fez por merecer a fama, mais pela raça do que pela técnica, devido à sua gloriosa primeira passagem pelo clube.

De fato, elogiável.

Há alguns dias, em entrevista, sabe-se lá por quais motivações, o uruguaio foi autor de duas declarações que destoam, absolutamente, da realidade: elogiou o caráter de Dunga e tratou o treinador Tite pela alcunha “encantador de serpentes”, insinuando, ainda, favorecimento da imprensa nas críticas positivas que recebe.

A história, os números e os diversos relatos, de jornalistas sérios e atletas conhecidos de ambos, falam por si e entregam a realidade.

Se existe hoje diversos “encantadores de serpentes” no mundo do futebol, lamentavelmente, Lugano está inserido no contexto.

Há anos engana na Seleção do Uruguai e, mais recentemente, no São Paulo, clube pelo qual recebe salários milionários, que seriam compatíveis com o desempenho de anos atrás, mas tornam-se absurdos pelo que o jogador tem produzido em sua segunda passagem pelo clube.

Se o Lugano do passado era um “Deus”, o do presente, pelo que se vê, não se aproxima da mediocridade apenas dentro das quatro linhas.

Enquanto isso, Tite, que foi um jogador menos importante do que o uruguaio, evoluiu a ponto de, por méritos, ser tratado, há anos, como melhor treinador em atividade no Brasil.

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