A excepcional Copa do Mundo do Fluminense

O Fluminense, a mais desacreditada das quatro equipes brasileiras — inclusive por este blog — é a única, entre elas, a alcançar as semifinais da Copa do Mundo de Clubes.

Com muito mérito.

Não tem o grupo de jogadores mais qualificado, mas, dentro do que possui, soube disputar o torneio.

Tem sido emocionante ver o Flu jogar.

Há, nitidamente, um pacto de doação, superação e consciência das próprias limitações.

Tirando o Ulsan, da Coreia, vencido por 4 a 2, todos os demais adversários lhe eram superiores — não à toa, foram partidas extremamente difíceis.

Tivemos o surpreendente empate com o Borussia, outro contra o futebol de toque de bola do Mamelodi, a impecável atuação contra a Inter de Milão — vice-campeã da Europa — e o sofrimento, exitoso, contra o bilionário Al-Hilal.

Pouco importa se os cariocas passarão pelo Chelsea nas semifinais — e, nesta altura do campeonato, ninguém duvida que podem fazê-lo — ou, em conseguindo, se vencerão ou não a Copa do Mundo.

O Fluminense, em análise sem ufanismo, chegou, por mérito próprio, mais longe do que se poderia imaginar, considerando o elenco que possui e a diferença de investimentos em relação aos adversários.

Orgulhou seus torcedores — e também o restante dos brasileiros.

Tomara aproveite a oportunidade.

Bem gerido, com uma administração que priorize o profissionalismo — o que não é o caso, em nenhum dos aspectos —, aliado à dedicação dos jogadores que honraram o manto histórico, o que ocorreu nesta Copa do Mundo poderá deixar de ser obra única para tornar-se habitual nos próximos anos.

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