Corinthians, dejetos ao esgoto e a proibição da ‘boca-livre’

Ontem, decisões importantes foram divulgadas em Parque São Jorge — ambas punindo hábitos e figuras que infelicitaram o Corinthians no último ano e meio.
Primeiro, de maneira acertada, a Comissão Eleitoral estabeleceu normas para a Assembleia Geral que decidirá o destino político de Augusto Melo, acusado, em inquérito policial, de formar quadrilha para furtar o clube.
Destacamos:
“Fica proibido, a partir da publicação do presente Regimento Eleitoral, quaisquer eventos políticos favoráveis ou contrários à destituição do dirigente afastado (impeachment) que sejam patrocinados e/ou financiados por uma ou mais pessoas, associadas ou não, e que sejam realizados em espaços públicos no interior do PSJ, com distribuição gratuita de alimentação, bebidas e/ou quaisquer outros objetos ou quitutes.”
“O associado não poderá demonstrar sua preferência eleitoral, ostentando boné, camiseta ou vestimenta que cause desrespeito, ofensa ou constrangimento ao Clube ou a qualquer órgão ou dirigente em razão do cargo ocupado.”
“Fica também vedada, no interior do Clube, a veiculação de propaganda de qualquer natureza — inclusive pichações, inscrições com tinta e exposição de placas, estandartes, faixas, cavaletes, bonecos e assemelhados — que façam referência direta ou indireta ao interesse em qualquer dos resultados da Assembleia Geral (Referendo).”
“(…) Não serão permitidas atividades sociais, individuais ou coletivas, tampouco desportivas, nem mesmo alimentação nos restaurantes do Clube. Também não será permitida a comercialização ou o consumo de bebidas alcoólicas no dia da AG, no interior do PSJ.”
“Não serão admitidas manifestações que possam ofender, causar constrangimento, incitar crimes, propagar violência ou, de qualquer forma, macular a reputação e imagem do Clube, de seus associados e colaboradores.”
Em síntese, além da ‘boca de urna’, está proibido o comércio explícito de votos — especialidade de Augusto Melo — em meio a cerimônias de “boca-livre”.
Ao final do dia, outra ótima notícia.
A Comissão de Ética dos Associados puxou a descarga e transferiu três cartolas alvinegros, como se fossem dejetos, ao esgoto de PSJ — no sentido político, evidentemente.
Claudinei Alves e Valmir Costa, sócios do presidente afastado desde os tempos do esquema Barbarense, e o golpista Fernando Monteiro Alves — procurado há anos pela polícia e pelo MP-SP — foram todos suspensos por 60 dias.
A informação foi revelada por Tiago Salazar.
Uma limpeza necessária que deverá atingir, em breve, também Augusto Melo e demais marginais.
Um preâmbulo da expulsão definitiva que precederá, ao que tudo indica, o afastamento da sociedade após as punições previsíveis da Justiça — que poderão levar alguns a uma longa temporada nos presídios de São Paulo.
