Para minimizar danos, o Corinthians precisa da renúncia de Augusto Melo

Na próxima segunda-feira (amanhã), o Corinthians afastará o presidente Augusto Melo, indiciado, no exercício do cargo, por furto qualificado, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
O impeachment é certo.
Apesar de saber disso, o cartola segue resistindo.
Tivesse dignidade, renunciaria.
O ato evitaria que a administração alvinegra seguisse paralisada, ao menos, pelos próximos 70 dias – que é a previsão entre o afastamento iniciado pelo Conselho, a confirmação pela Assembleia Geral e a posterior eleição do novo Presidente.
Serão dois meses em que o assunto em Parque São Jorge será o impeachment.
Haverá campanhas pró e contra – um inferno.
A saída voluntária do Presidente resultaria em cenário menos gravoso.
Um novo presidente assumiria, definitivamente, após eleições que seriam marcadas para os próximos dias, a tempo ainda de tentar salvar – ou minimizar os danos – do ano de 2025.
Não há como reverter o destino de Augusto Melo no Corinthians, mas é possível melhorar a situação do clube com a renúncia.
Como resolver este impasse?
Talvez com os líderes políticos do Corinthians, antes da reunião do Conselho, sentando com o presidente, expondo a realidade, tentando extrair-lhe um pouco de sensatez.
Não é tarefa fácil, porque o perfil de Augusto e seus abastecidos não é de civilidade – muito pelo contrário, mas deveria ser tentada.
Em 2007, houve esse encontro com Dualib, em momento assemelhado ao de agora.
À época, apesar da resistência inicial, o presidente renunciou antes de iniciada a votação do impeachment.
