O que a imprensa não contou sobre Dorival Junior no Corinthians

O Corinthians assinou contrato com Dorival Junior, apesar de seus trabalhos mais recentes não terem empolgado.
A Seleção Brasileira foi um fiasco; o São Paulo, em 54 jogos, sofreu 16 derrotas e 14 empates, com apenas 24 vitórias (45% do total).
Os jornalistas, durante a semana, disseram que Fabinho Soldado negociou a chegada de Dorival com Edson Khodor, tratando-o apenas como ‘representante’ do treinador.
É muito mais do que isso.

Dorival é casado com Valéria Khodor Silvestre, irmã de Edson.
São, portanto, cunhados.
O leitor questionará: qual o problema em ser agenciado por um parente?
Se fosse uma parceria apenas entre eles, nenhum.
Não é.
Edson é dono da Khodor Soccer, empresa de agenciamento de jogadores.
Nos últimos anos, atletas, clientes da empresa, foram contratados para jogar em times treinados por Dorival.
No mínimo, suspeito.
O Blog do Paulinho denunciou a prática, recorrente, quando Dorival trabalhava no Santos; ele nos processou, mas, não se sabe por quais razões, deixou de comparecer às audiências.
Quando Dorival esteve no Peixe, Leandro Donizetti e Lucas Lima eram ‘administrados’ por Edson Khodor.
Na base, a empresa agenciava outros cinco atletas: Gustavo, Daniel Ribeiro, Gregore, Gabriel Bonet e Fabrício Daniel.
O Conselho Deliberativo do Santos chegou a investigar os negócios, mas o caso foi arquivado.
Após algum tempo, Lucas Lima rompeu com o empresário.
Processado pela Khodor, em sua manifestação de defesa, o meia declarou:
“Alega que a Khodor conduziu sua carreira de maneira nebulosa, compartilhando direitos e apropriando-se indevidamente de valores, bem como causando ônus fiscais ao autor e negociando a remuneração do requerente conforme sua exclusiva conveniência”
Noutros trabalhos de Dorival, esse tipo de relação se repetiu.
No Ceará, por exemplo, a Khodor era gestora do jogador Bruno Pacheco.

O agente, mesmo sem funções oficiais, passou a frequentar os bastidores da Seleção Brasileira no período em que o cunhado era contratado da CBF.
A ligação, familiar e comercial, é explícita e, comprovadamente, facilitadora aos negócios da empresa, informação que não deveria ser sonegada pela mídia.
No Corinthians, desde que alinhado com os cartolas, que, por razões conhecidas, não se opõem a estes ‘detalhes’, Dorival deverá ter vida boa.
O clube talvez não tenha a mesma sorte.




