Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

“Solidariedade, Lealdade e Humildade, são essas três virtudes que te tornam forte, verdadeiro, merecedor do respeito do outro… e principalmente virtuoso, para aceitar o outro igualmente a ti”
Brocardo da psicóloga: Flávia Abib
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Final da Série A do Paulistão 2025 – Quarta Feira 27/03 – acompanhei na Cazé TV
Corinthians 0 x 0 Palmeiras – Resultou no 31º título do SC Corinthians Paulista

Árbitro: Matheus Delgado Candançan (FIFA)
Assistente 01: Neuza Inês Back (FIFA)
Assistente 02: Danilo Ricardo Simon Manis (FIFA)
VAR
Daiane Caroline Muniz dos Santos (FIFA)
Item Técnico
No início da refrega, Matheus Delgado Candançan foi testado por litigantes que ameaçaram iniciar confusão.
Com notável presença
Ele se achegou aos casos, advertindo com muita firmeza, que a disciplina deveria ser mantida.
No
Transcorrer da contenda, Matheus Delgado Candançan foi preciso na aplicação da vantagem; quando não completada, por duas ou três ocasiões soprou o apito, voltando em sua origem
De pronto
Quando da falta em cima da risca da grande área cometida pelo corintiano Felix Torres no oponente Vitor Roque, ele não titubeou, apontou a marca da cal, gerando poucas reclamações corintianas entendendo ter sido antes da linha da área grande.
VAR
Solicitou, ele caminhou até o monitor, viu reviu, voltou mantendo a falta penal, batida por Raphael Veiga defendida pelo goleiro Hugo Souza.
Antes
Do término da refrega, lado direito do ataque corintiano, perto da linha de fundo, Memphis Depay provocou os palmeirenses pisando com os dois pés em cima da bola, impedindo aproximação de seus opostos, no meu entender merecedor do cartão amarelo e tiro livre indireto
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 07 para corintianos, incluso técnico: Ramon Angel Diaz. – 05 para palmeirenses, incluso: Abel Ferreira, conhecido por suas constantes e desrespeitosas reclamações frente as determinações dos representantes das leis do jogo.
Vermelho: ao corintiano Felix Torres (segundo amarelo) – Direto: ao técnico palmeirense Abel Ferreira, somado aos também diretos para: Jose Andres Martinez Torres por ter dado tapa no rosto do palmeirense Marcelo Lomba do Nascimento e para Marcelo Lomba do Nascimento, ao revidar com chute na bunda do corintiano
Atuação
Digna de aplausos ao jovem árbitro que, de acordo com informação, é aplicado no estudo e zelo para com as leis do jogo, idem nos cursos o e prática dos idiomas: Inglês, Espanhol e Italiano.
Concluo
Matheus Delgado Candançan, que sua alongada caminha pelos campos de futebol seja repleta de sucessos e solidário com seus consortes, incentivando os iniciantes, seja cortês com dirigentes, não capacho.
Menciono
O campeonato paulista é disputado desde o ano 1902. Os cinco primeiros títulos vencidos pelo Corinthians aconteceram nos anos: 1914 dividindo com A.A. São Bento da cidade de São Paulo. Ano 1916 dividindo com o Club Athletico Paulistano. Singular: anos 1922, 1923 e 1924.
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Coluna em Vídeo
Na próxima semana a versão em vídeo da Coluna estará de volta
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Política
Bolsonaro foi mito graças à omissão de Aras e de Toffoli
Ex-presidente sustentou fraude nas urnas negada por militares
Demorou para o ex-presidente Jair Bolsonaro ser levado ao banco dos réus. O ex-capitão teve apoio do ministro Dias Toffoli e contou com a omissão do ex-procurador geral da República Augusto Aras.
Sua estratégia foi sustentada em falsas premissas: as alegações –desmentidas depois– de fraudes nas urnas eleitorais e nas listas tríplices para escolha do PGR. Como pano de fundo, estimulou o discurso da democracia militar.
Há exatos seis anos, em março de 2019, este blog previu:
“As anotações dos historiadores deverão registrar a contribuição do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, para o atual clima de incertezas. Sua gestão ficará marcada pelo respaldo ao retrocesso institucional ocorrido no país. Em dois anos, a democracia recuou décadas.”
Antes de assumir a presidência do STF, Toffoli convidou o general Fernando Azevedo, que depois seria ministro da Defesa, para assessorá-lo em seu gabinete.
Registramos: “A iniciativa foi tomada no cenário conturbado pela campanha eleitoral de um candidato à Presidência da República que instigava membros da corporação militar, elogiava torturadores e pregava o armamento da população”.
O primeiro presságio da militarização surgiu em 2018: “Hoje, não me refiro nem mais a golpe nem a revolução. Me refiro a movimento de 1964”, disse Toffoli, que nasceu três anos depois do golpe de 64.
Toffoli apoiou a recondução de Augusto Aras. Indeferiu pedido para processá-lo por prevaricação, por não ter investigado Bolsonaro. Disse que nunca viu da parte dele “nenhuma atitude contra a democracia”.
O ex-capitão repetiu o que fez com outros aduladores: inflou o ego de Toffoli e depois esvaziou sua pretensão de ser o mediador entre os Três Poderes.
O ministro, por sua vez, também adulou Aras. “Não fosse a responsabilidade, a paciência, a discrição e a força do silêncio de Sua Excelência, talvez não estivéssemos aqui, não teríamos talvez, democracia”.
Para ser indicado PGR, Aras afinou o discurso com o candidato Bolsonaro. Disse acreditar na democracia militar.
Aras tentou anteriormente ser PGR fora da lista tríplice da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República). Fugiu da votação pelos pares, pois sabia que seria derrotado.
Aras desmontou as forças-tarefas da Lava Jato, militarizou o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) e não investigou o ex-capitão.
Oito ex-procuradores gerais repeliram as insinuações de fraudes nas urnas: Raquel Dodge, Rodrigo Janot, Roberto Gurgel, Antonio Fernando, Inocêncio Mártires, Sepúlveda Pertence, Aristides Junqueira e Claudio Fonteles.
Em carta aberta, 27 subprocuradores-gerais criticaram a passividade de Aras diante dos ataques ao STF e ao TSE.
O PGR foi tolerante com o discurso do ódio e o descaso com os mortos da pandemia. Ameaçou subprocuradores, estimulou a atuação de aduladores. Perseguiu membros do MPF.
Aras pretendia ser ministro do STF. Queria desmontar as forças-tarefas da Lava Jato.
Fraudes desmentidas
Em julho de 2020, em debate virtual com os advogados do Grupo Prerrogativas Alberto Toron, Marco Aurélio de Carvalho e Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay), Aras disse que sua meta era abrir a PGR “para que jamais se possa dizer que tenha caixas-pretas”.
“Lista tríplice fraudável nunca mais”, insinuou, sem provas. O encontro com defensores de réus da Lava Jato surpreendeu o Conselho Superior do MPF. Aras alegou que foi um “evento acadêmico”.
Em carta aberta ao PGR, quatro subprocuradores-gerais criticaram a “desconstrução” do MPF: “Um Ministério Público desacreditado, instável e enfraquecido somente atende aos interesses daqueles que se posicionam à margem da lei.”
Nunca, jamais, houve fraude em quaisquer eleições no MPF”, afirmaram.
Em delação premiada, o tenente-coronel Mauro Cid revelou que Bolsonaro não aceitou a primeira conclusão das Forças Armadas que negava fraude nas urnas.
Segundo Cid, os comandantes das Três Forças assinaram uma nota autorizando a permanência das pessoas na frente dos quartéis por ordem do então presidente Jair Bolsonaro.
Frederico Vasconcelos: repórter especial da Folha publicada dia 27.mar.2025 às 22h07
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Chega da desavergonhada corrupção praticada por presidentes, governadores, prefeitos, senadores, deputados federais, estaduais, vereadores, membros do judiciário, ministério público, funcionários públicos de todas as escalas, incluso militares, e nos bastidores do futebol brasileiro.
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Finalizando
“A injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo o lugar”
Martin Luther King: foi um pastor batista e ativista político estadunidense
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SP- 29/03/2025
