Morte de trabalhadores na Arena do Corinthians está, definitivamente, impune

Em 2013, Fábio Luiz Pereira e Ronaldo Oliveira dos Santos, que trabalhavam na construção da Arena do Corinthians, morreram após o tombamento de um guindaste que avariou, também, parte da estrutura do estádio.
Foram apontados como responsáveis pelo acidente os engenheiros Frederico Marcos de Almeida Horta Barbosa, Marcio Prado Wermelinger e Gilson Guardia.
Corinthians e Odebrecht se livraram da responsabilização.
Em 27 de março de 2018, Frederico, Marcio e Gilson foram condenados a um ano, seis meses e vinte dias de prisão em Regime Aberto.
A pena, por conta de bons antecedentes, foi convertida em pagamento de 80 salários mínimos aos familiares das vítimas.
Porém, nunca foi cumprida.
Por conta de grave erro operacional do judiciário, o MP-SP foi notificado do trânsito em julgado do processo em 04 de novembro de 2019, porém, os réus, somente em 09 de abril de 2024, quando a punibilidade estava prescrita.
As mortes dos trabalhadores, deste esta data, estão oficialmente impunes.
Os 80 salários mínimos de cada réu para os familiares das duas vítimas custaria, ao todo, R$ 677,7 mil.
Por decência, apesar do êxito jurídico, deveriam pagar.
O Corinthians, apesar de não ser réu na ação, poderia, em gesto de humanidade, também ajudar os familiares dos que contribuíram com a própria vida para o erguimento do templo alvinegro.

Pessoas que entendem do riscado disseram que foi PRIMÁRIO o erro cometido que acabou gerando esse acidente fatal para as vidas dos operários e que quase tirou o estádio da Copa.