Um psicólogo para Abel Ferreira

Nitidamente explosivo, o treinador Abel Ferreira, do Palmeiras, não consegue conceder entrevistas equilibradas.
Seja na vitória, em que aproveita para ofender críticos, ou nas derrotas, em que desanda a falar bobagens.
É o problema do excesso de mimo recebido pela diretoria.
Também de amadurecimento, incompatível com os 45 anos de vida, que o leva a ser, frequentemente, agressivo na área técnica durante as partidas.
Ontem, tratou como excessivas as críticas ao gesto cafajeste de colocar as mãos nas genitais pelo qual foi expulso do jogo na partida anterior.
Sem freio, a tendência é piorar.
Ao que parece, se persistirem os resultados ruins, é o que acontecerá.
Principalmente porque a própria diretoria do Palmeiras parece ter medo da instabilidade emocional de Abel, que poderia se voltar contra os que lhe permitiram, e acobertaram, os excessos rotineiros.
Um psicólogo talvez resolveria, mas como convencê-lo, em meio à soberba de períodos vitoriosos, de que precisa?
