O descaso do alvará da Fazendinha e o ‘trem da alegria’ do Corinthians

Um dia antes da partida contra o São Paulo, pelo Copa do Brasil sub-17, marcada para a Fazendinha, o Corinthians, alegando ‘questões operacionais’, comunicou que o jogo seria disputado sem torcida, com os portões fechados.
Ontem, o repórter Thiago Salazar, da ‘Gazeta Esportiva’, revelou que o motivo do fechamento era ausência de alvará da Prefeitura.
Um vexame.
Agravado pelo fato da cúpula das categorias de base, ao lado doutros diretores – todos sem função – estarem junto com alguns associados e conselheiros no Uruguai, numa espécie de ‘trem da alegria’ bancado pelos combalidos cofres do Corinthians.
Em vez de permanecerem onde deveriam estar – resolvendo os problemas, cada qual em seu setor, no alvinegro -, os cartolas seguiam, como o fazem desde que tomaram posse, se lambuzando com o melado distribuído, fartamente, pela gestão Augusto Melo.
Comportamento que segue desagradando aos profissionais que, efetivamente, estavam viajando a trabalho, principalmente jogadores e comissão técnica.
Neste clima de anti-profissionalismo, os atletas, apesar de contrariados, sentem-se obrigados a aceitar convites como o efetuado pelo conselheiro Kadu Melo (apresentado como filho, embora seja sobrinho de Augusto Melo) ao goleiro Cássio, que deslocou-se, há duas semanas, de sua residência para ser exposto, em café da manhã, com o rebento do Presidente.
Quem teria coragem de recusar?

