Caso Marielle faz CBF ocultar nome de diretores no site da entidade

Desde a revelação do relatório que resultou na prisão dos suspeitos do assassinato da vereadora Marielle Franco, a CBF, sem alarde, retirou do site oficial a relação de seus diretores.

Nela, constava o nome de Eduardo Gussem, advogado e ex-procurador do MP-RJ.

Gussem chefiava, pelo Ministério Público, as investigações do homicídio.

Sua proximidade com o delegado Rivaldo Barbosa – preso sob acusação de participação no crime – foi escancarada pela Polícia Federal.

Não apenas pelo trabalho em conjunto.

Eduardo Gussem ‘travou’ desconfiança do MP-RJ sobre a má atuação de Rivaldo nas investigações, chegando a atacar os promotores que levantaram a hipótese – que acabou confirmada.

Na sequência, pediu desculpas ao delegado (mensagem privada foi encontrada pela PF).

O então Procurador, atuou, com êxito, contra a federalização do inquérito – chegou a acionar o Conselho Nacional de Justiça, novamente, em aparente proteção ao amigo.

Boa parte do atraso na definição do caso se deu por conta desta manobra.

Em novembro de 2023, Gussem foi empossado no cargo de Diretor de Integridade da CBF.

O presidente Ednaldo Rodrigues, à época, fez questão de posar para fotos com o ex-procurador.

Agora, talvez por medo, ou vergonha, decidiu escondê-lo.

Situação – a ocultação dos nomes dos diretores – que acaba por ferir o princípio a transparência tão discursado, mas pouco cumprido, pela Casa Bandida do Futebol.

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