A Tite o que é de Tite; a Roberto Andrade o que é de Roberto Andrade

Ontem, durante todo o dia, a imprensa repercutiu avaliação equivocada de trecho da entrevista de Mario Gobbi, ex-presidente do Corinthians, ao podcast ‘Tomando uma com…”

O assunto era a dispensa do jogador Marquinhos.

Quem não assistiu o bate-papo, apenas leu as resenhas, ficou com a impressão de que Tite, apenas ele, foi responsável pelo desligamento.

Não foi assim.

Gobbi deixou claro que reuniu-se antes – sem a presença de Tite – na sala da presidência com Roberto Andrade, que era diretor de futebol e pressionava pela venda de Marquinhos.

O delegado não queria realizar o negócio.

Para afastar de vez a possibilidade, Gobbi disse a Roberto que somente venderia o jogador se o treinador dissesse que não contaria com ele na montagem do time.

O cartola, então, no dia seguinte, pegou Tite – que era seu subordinado – e levou-o, em seu carro, ao Parque São Jorge para conversar com o Presidente.

Obviamente sob coação.

Somente então Tite teria falado a Mario Gobbi o que foi descrito nas matérias de ontem – que o jogador não vingaria, etc.

A imprensa precisa tomar muito cuidado ao repercutir entrevistas.

Tudo indica, o fizeram após assistir apenas os ‘cortes’, que acabaram por descontextualizar a realidade.

Quem cobriu todo o material, com mais de duas horas de duração – como o fez o Blog do Paulinho, não cometeria este erro.

Tite falou, de fato, o que foi descrito nas matérias – segundo testemunho de Gobbi -, mas sob a pressão de Roberto Andrade, que é quem tinha interesse em lucrar com a operação.

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