Para o Flamengo, vida de vítima do Ninho do Urubu vale uma semana de Gabigol

Qual seria o tempo restante de vida do garoto Christian Esmério se ele não tivesse morrido, aos 15 anos, no criminoso incêndio do Ninho do Urubu?
Seria jogador famoso, mediano ou abandonaria a carreira para procurar novos rumos profissionais?
Impossível saber.
O céu era o limite e, naquele momento, Esmério era jogador do Flamengo, o que o aproximaria das duas primeiras hipóteses.
Se chegasse a ser craque, quando ganharia?
Hoje em dia, no mínimo, R$ 1 milhão mensal.
Em sendo mediano, para chutar baixo, uns R$ 50 mil mensais, levando-se em consideração equipes de séries B e C.
O Flamengo, principal responsável pela morte do garoto, em defesa de ação judicial proposta pela família de Esmério, quer pagar apenas R$ 500 mil de indenização.
Trata-se de valor correspondente a uma semana de salário de Gabigol sendo utilizado como parâmetro para décadas de vida de um atleta promissor – ou não estaria jogando pela base rubronegra,
Faz bem a família em pedir os R$ 9,3 milhões, divididos em R$ 5,4 milhões por danos morais e R$ 3,9 milhões de pensão.
É pouco pela vida de um jovem, mas suficiente para confortar, materialmente, os que, desde o episódio, estão sendo tratados com desprezo e falta de respeito.
