A ‘inocência’ de Cuca

A Justiça da Suíça anulou o julgamento que condenou Cuca à prisão pelo crime de estupro coletivo.
Não se trata, como muitos estão abordando, de uma absolvição.
O judiciário entendeu que Cuca não teve direito a ampla defesa – porque não se pronunciou nos autos – e designou novo julgamento.
Porém, o crime, cometido nos anos 80, está prescrito; o treinador somente não será julgado por isso.
Tecnicamente, Cuca seria inocente.
Mas é?
Quando o mérito foi abordado – o que não é o caso agora, de acordo com as provas, o resultado do julgamento foi o de ‘culpado’.
As evidências eram fortíssimas, principalmente o sêmen do treinador encontrado na vítima.
A própria anulação da condenação é contestável, levando-se em consideração que Cuca não se defendeu porque, após breve período preso, em aparente fuga, saiu da Suíça e nunca mais retornou.

Os defensores do condenado
As pessoas que defenderam Cuca no passado o fizeram quando ele estava CONDENADO pelo estupro.
Jamais poderiam supor a reforma da decisão.
Ou seja, passaram pano para quem, à época, era legalmente criminoso.
Posar de ‘eu tenho razão’ agora, quando não tinham, define bem o caráter de quem comemora.

Sandra morta?
Consta no processo que Sandra, a vítima de Cuca, morreu aos 28 anos.
Muito estranho.
Conversamos, há menos de um ano, com alguém que acreditávamos ser ela.
Encontramos o perfil em rede social num trabalho que incluiu cruzamento de informações com dados do colégio que estudou.
A pessoa em questão estava com sobrenome de casada, morando na Alemanha e não negou a identidade, apenas pediu para não ser importunada porque a família não saberia de seu passado.
Nós atendemos a solicitação e a informação nunca foi publicada; logo após a conta da rede social foi deletada.
Se a justiça suíça não foi enganada, talvez o Blog do Paulinho tenha sido.

Cuca, não existe prescrição em tua consciência! Estás marcado e sempre lembrarás do fato em todos os seus detalhes.
Se mesmo o Cuca, réu no processo, teve dificuldade de obter as suas informações, uma vez que o processo é sigiloso, de onde surgiu a informação sobre o sêmen, ainda mais numa época em que exames de DNA estavam em seu início, praticamente experimentais?
Do processo não foi, senão também teria emergido a informação da morte da suposta vítima.
Situação igual a do Lula.