A Libertadores é do futebol arte do Fluminense

Pela primeira vez em sua história, de maneira absolutamente merecida, o Fluminense venceu o Boca Juniors por dois a um (um a um no tempo normal) e conquistou a Copa Libertadores da América.
A vitória do futebol bem jogado.
O Flu iniciou a partida tocando a bola com inteligência no campo de ataque, mas os argentinos marcavam bem e dificultavam a finalização.
Com o tempo, o Boca foi se soltando e se aproveitando de algumas falhas no setor defensivo adversário.
Jogadas perigosas, porém, foram poucas.
Até que, aos 35, Keno triangulou com Arias pela direita e cruzou para Cano, de primeira, quase na marca penal, abrir o marcador.
A metade do Maracanã, tomada por argentinos – em invasão histórica, silenciou.
Nem bem começou o segundo tempo e Felipe Melo, aos 05, saiu machucado para a entrada de Marlon.
No desespero, o Boca retornou no campo de ataque, enquanto o Fluminense, jogando bem, buscava cadenciar as ações.
Os argentinos não conseguiam tocar na bola e o jogo ficou violento.
Aos 71, porém, Advíncula acertou um chute cruzado da meia direita e empatou a partida.
E o Maracanã virou La Bombonera.
Aos 77, Cavani saiu para a entrada de Benedetto.
O Fluminense sentiu e a partida se equilibrou.
Aos 80 saíram Marcelo, Ganso e Martinelli para a entrada de John Kennedy, Lima e Diogo Barbosa.
Quatro minutos depois Guga entrou na vaga de Samuel Xavier.
Merentiel, aos 88, arriscou da intermediária e a bola passou raspando a trave esquerda do Fluminense.
Aos 93, Lima deixou Diogo Barbosa na cara do gol que perdeu chance imperdoável numa final de Libertadores.
O Boca mandava na prorrogação até que, aos 98, John Kennedy tabelou com Keno e marcou um golaço; na comemoração, porém, foi expulso ao comemorar com a torcida.
Teríamos drama.
Nino é agredido por Fabra aos 106, que, escandalosamente, levou apenas cartão amarelo; por sorte, o VAR corrigiu a marcação e a punição foi trocada para expulsão.
Burrice que minimizou a estupidez cometida por Kennedy.
Sem alternativa, o Boca partiu para a pressão.
O Flu só se defendia, mas, aos 113, no contragolpe, Guga acertou a trave adversária.
Após três minutos exagerados de acréscimos, o Fluminense conquistou a Glória Eterna e disputará o Mundial de Clubes ao final do ano.
