A grande derrota de Herói Vicente no Corinthians

Poucos dias após as últimas eleições do Corinthians, Herói Vicente, eleito conselheiro com discurso opositor, tornou-se diretor jurídico da gestão que combatia, a vencedora do pleito.
Em meio a este clima de estelionato eleitoral, o bacharel em direito apostava que poderia convencer Duílio a apostar nele como sucessor.
Tudo deu errado.
O futebol, carro chefe do clube, foi um desastre, a empresa de compliance – levada por Herói – virou piada e a dívida, apesar de arrecadações recordes, pouco diminuiu.
Sem força, Duílio decidiu apoiar André Negão à presidência e o bacharel, fulo da vida, pediu demissão.
Desde então passou meses tentando conseguir apoio para se lançar Presidente ou, em último caso, convencer nomes relevantes do Corinthians a se lançarem e colocarem-no como vice.
Outro fracasso.
Diante da rejeição de quase todos, menos da chapa 21, que criou e mantém no cabresto, sabendo que na atual composição do grupo de situação não teria espaço, Herói, quase perto das urnas, declarou apoio a Augusto Melo.
Novamente, seja qual for o resultado, tende a se dar mal.
São raros os que respeitam os que se valem de oportunismo durante todo o tempo, mas muitos os que revelam aos candidatos o que é falado sobre eles, ainda que politicamente, nos bastidores.
