Leila Pereira seleciona verdades em suas polêmicas entrevistas

Leila Pereira nunca foi burra e sua trajetória, tanto pessoal quanto empresarial, comprovam o sucesso, independentemente do que se pode pensar de seus métodos.
Não à toa deu um banho na comentada entrevista coletiva de ontem.
Madame fala com coragem e abusa da ausência dela em muitos de seus entrevistadores.
A declaração sobre as ‘organizadas’, salvo exageros, foram corretas e incluídas no contexto de mais um ato de selvageria destes grupos, que, criminosamente, atacaram as sedes da Crefisa e da FAM, empresas chefiadas por Leila, embora uma delas, a Faculdade, sub-judice.
Faltou apenas revelar quando a presidente do Verdão mudou de opinião; existem indícios de que tenha ocorrido logo ao assumir, efetivamente, o poder palestrino.
Antes disso, em campanha, Leila não economizava declarações de amor à Mancha e, principalmente, dinheiro.
Quando chegou ao topo, Madame chutou-lhes da mesma maneira que fez com Mustafá Contursi, que mentiu para favorecê-la politicamente.
Outro ponto controverso é o frequente ar de superioridade em que se coloca diante do Palmeiras.
A impressão é a de que patrocina o clube por favor.
Não é verdade.
Nunca FAM e Crefisa, até então menores em seus setores, foram tão notadas pelo público, o que gerou crescimento das empresas.
O Palmeiras foi para elas o que o Corinthians significou para a Kalunga.
Para destacar seus feitos no Verdão, Madame não precisa, como vem fazendo, desrespeitar a história alviverde.
Talvez o faça exatamente por não estar familiarizada.
O Palmeiras existia décadas antes da inauguração da CREFISA e da FAM, e, certamente, seguirá adiante quando o poder, e os patrocínios, estiverem noutras mãos.
Se realmente tivesse convivido no clube antes de Mustafá Contursi vender-lhe um atestado de associada não estaria cometendo estes equívocos.
A impossibilidade de expor o título benemérito, nunca impresso, ou uma foto trajando a camisa do Palmeiras antes de patrocina-lo acabam, também, por miná-la em credibilidade, tanto quando a afirmação de que sempre objetivou ajudar a agremiação quando se sabe que, meses antes de chegar ao Verdão, ofereceu-se ao São Paulo; o negócio somente não foi fechado por conta de pedidos extra-campo do ex-presidente Carlos Miguel Aidar.
