Adalberto Baptista simboliza o que há de pior no São Paulo
Uma das máximas entre dirigentes de futebol, em qualquer clube minimamente bem administrado, é nunca falar mal de seus jogadores publicamente.
Além de evitar o desgaste interno, não deprecia o atleta no mercado.
Mais uma vez o dirigente do São Paulo, Adalberto Baptista, demonstrou não ser do ramo.
No intuito de fugir do foco da crise que assola o Morumbi, desandou a falar mal do maior ídolo da história do São Paulo.
Tentou, claramente, jogar Rogério Ceni contra o torcedor, num momento em que se busca culpados pela má-fase do clube.
Evidentemente não teria coragem de fazê-lo noutros tempos, em que o Mito era o símbolo máximo de uma geração vitoriosa.
Até o termo “aposentadoria” foi inserido num contexto maldoso ao trata-lo como jogador “baleado”, dando a entender que prejudicava o clube deliberadamente.
Diferentemente de Baptista, que preferiu brincar de carrinho na Europa enquanto o circo já pegava fogo no Tricolor, Ceni jamais fugiu da responsabilidade, seja em períodos de glória, como também em situações de dificuldade.
Rogério merece respeito, e, se tiver que ter a atenção chamada por seus superiores, que seja no ambiente interno, não para desviar o foco da incompetência de um dirigente indigno sequer de pronunciar seu nome.
Ceni é o símbolo de um São Paulo grande, vencedor, enquanto Baptista representa, além do triste período nos gramados, os conchavos e os acordos subterrâneos que formalizaram a atual constituição da diretoria de futebol tricolor.
