Protesto das ‘organizadas’ do Corinthians é mais política do que indignação

Capitaneadas pelos Gaviões da Fiel, as ‘organizadas’ do Corinthians ontem, sem violência, tomaram a frente do clube para protestarem contra a diretoria.

Não dá mesmo para defender a pior gestão da história alvinegra, a primeira, em décadas, sem conquistar títulos no futebol masculino.

Porém se faz necessário analisar o contexto da manifestação.

Em entrevista, o presidente dos Gaviões deixou claro – citando a data – que objetivo é pressionar os sócios nas eleições presidenciais de 25 de novembro.

Mais do que indignação, discreta em anos anteriores, as ‘organizadas’ agem por política, iludidas com promessas de co-participação na gestão realizadas pelo candidato a quem apoiam explicitamente.

A fórmula é a mesma utilizada, em 2007, para derrubada da gestão Dualib, quando o grupo ‘Fora Dualib’, por interesses políticos, discursava indignação contra o ex-presidente.

Sanches, ao menos, cumpriu a promessa e estes torcedores, que trocaram as ‘organizadas’ pelo conforto dos camarotes, acabaram incorporados na administração do clube.

Augusto terá dificuldades em repetir o gesto, tamanha é a lista de cargos comprometida, previamente, com grupos distintos.

Em entrevista ao BAND SPORTS ele citou 45.

Outro fator relevante é o efeito destas manifestações nos eleitores alvinegros.

Mais de 90% dos ‘organizados’ que estiveram em PSJ não são eleitores; entre os que votam, a possibilidade da presença dos Gaviões no convívio do clube é amplamente repudiada.

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