A ‘promessa’ de Yuri Alberto

É sempre delicado tratar de assunto que envolve fé, mas, diante da repercussão, tentaremos emitir opinião respeitando, por óbvio, as divergências.
O pagamento de promessa de Yuri Alberto, atravessando de joelhos o gramado de Vila Belmiro para agradecer a ‘graça’ do gol concedido, para ele, certamente, faz sentido e é a causa do término da aflição – seca de artilharia.
É pouco provável que tenha pensado na dedicação aos treinamentos.
Para Alberto, ao que parece, somente a ‘promessa’ resolveria a questão.
Trata-se, reitero, em nossa opinião, de explícita demonstração da enorme limitação intelectual do atleta, o que, por certo, deve estar atrapalhando o desempenho esportivo mais do que questões religiosas.
O gesto, por si, há de ser lembrado no folclore do futebol e, pior, será capaz, por ter acreditado na conclusão, de ser repetido pelo mesmo atleta, ou por outros, futuramente.
Se a Yuri justifica-se agir dentro de suas limitações – desde que, como foi o caso, apenas ele seja atingido pela iniciativa, ao Corinthians, se não dirigido pelos cartolas que conhecemos, caberia tentar ajudá-lo.
Glorificar a iniciativa, como vem ocorrendo, não é o caminho.
Alberto deveria, sem oposição à crença, ser estimulado a se educar, sendo apresentado a outras opções de leitura que não a Bíblia.
Não será, infelizmente.
O jogadores de futebol, como a sociedade em geral, são orientados à adesão de crendices que se confrontam com a realidade fática, facilitando a manipulação de suas mentes, quase sempre utilizadas para o bem de minorias espertas – no sentido de quantidade – que se enriquecem da exploração destas ignorâncias.
